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Comportamentos Diferentes

Arquivo: Fevereiro 2008

29/02/2008 GMT -2

Garimpeiros de sentimentos

celu @ 20:26

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Poucas ações ditadas pelas virtudes ou qualidades do ser humano, ou simplesmente poucas características, nos separam dos outros animais, dos animais ditos inferiores na escala biológica ou zoológica. Pensamos, racionalizamos, organizamos, comunicamos, construímos, destruímos, fazemos festas, fazemos guerras e por aí vamos. No entanto, ao observar a maneira quase perfeita com que alguns insetos, aves e animais marinhos se organizam em sociedade, nos admiramos e percebemos que a linha de separação é bem sutil.

Nas sociedades animais aparece: divisão de trabalho, divisão de papéis na comunidade animal, a cadeia alimentar, a proteção que o macho oferece à fêmea por ocasião da reprodução, enfim alguns itens, nos quais, às vezes levamos notas mais baixas. Se formos comparar, estamos em desvantagem. Não se trata de saber quem é mais animal. Trata-se de saber quem é mais humano ou onde se estabelece essa linha divisória (que às vezes é imperceptível) entre seres humanos e os outros.Todas as características positivas citadas, próprias do mundo animal são explicadas pelos instintos de preservação da espécie que se manifestam no sentido de proteção aos filhotes, proteção aos ovos, proteção às fêmeas, na defesa do habitat natural, da alimentação, da integridade física e da integridade da comunidade. Que há aí uma racionalização, com certeza há. Ditada pela necessidade de sobrevivência individual e da espécie. E há nesse sentido um vasto campo, onde muitas vezes, o ser humano aprende com seus outros companheiros de vida na face da Terra. Basta que tenhamos olhos, inteligência e humildade para isso, para aprender.

Em que o ser humano é mais? Em que difere? É no qualitativo? É no quantitativo?

O ser humano é mais nos sentimentos, nas emoções. Aí é que se distingue na escala animal. Muitas vezes me deparo com o seguinte pensamento: É a busca do que há de mais “humano” no ser humano: os seus sentimentos. Nisso, podemos ser, humildemente, garimpeiros.

Existe no pedido de qualquer ajuda emocional, uma pedra preciosa a ser lapidada, a extrema delicadeza, a abertura das pétalas de uma flor a derramar... dores, desencontros, solidão, desespero, ansiedade, problemas dos mais diversos. Nós, seres humanos, ora estamos de um lado, ora de outro. Sempre, em permanente crescimento.

27/02/2008 GMT -2

Crítica é julgamento

celu @ 15:37

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No dicionário, criticar é julgar produções ou manifestações de caráter intelectual, e julgar é decidir como juiz, sentenciar, formar opinião ou juízo crítico, avaliar. Então, quando julgamos alguém, colocamos nossos valores, crenças; esquecemos totalmente da empatia, um dos fundamentos básicos, para quem quer trabalhar a sua reforma íntima e fazer para si, uma nova proposta de vida. Porém, é muito difícil receber tudo isso de pessoas que sequer conhecem nosso caráter, nosso íntimo. E será que nós não fazemos o mesmo com as outras pessoas???? Ao falarmos mal de alguém ou de alguma coisa, aí, estamos censurando ou desmerecendo esse alguém, naquilo que ele é. Nosso dia a dia é muito atribulado, e às vezes, nem paramos para pensar e já vamos criticando e julgando por coisas sem muita importância, só que não queremos ser criticados e nem julgados, então só olhamos para os defeitos dos outros, o que é muito simples e cômodo. Mas, antes ou depois, não sabemos bem, de ser um julgamento, pode ser considerada uma análise dos resultados obtidos por quem está sendo criticado. Acreditamos que quando se trata de retratar a verdade, o que poucos conseguem, a crítica é mais um julgamento, porque muitos aprendizados são tirados desse relato. Como exemplo, podemos citar a crítica artística, a crítica educacional, principalmente quando falamos de filhos. Outra crítica que não consideramos julgamento é aquela apresentada “olho no olho”, com o criticado, mostrando e se possível convencendo verdadeiramente a outra pessoa dos “erros” cometidos. Aquela crítica feita pelas costas, sem que o criticado tenha oportunidade de defesa ou até mesmo de desmentir o mal entendido. É uma crítica “fofoca” que passa por duplo julgamento, principalmente, quando o ouvinte ou seja o mau ouvinte se encontra disponível para ajudar no massacre ou inverdades sobre o criticado. Acreditamos que se nos fixássemos primeiramente no sentimento que a levou a agir daquela forma, talvez pudéssemos entender melhor, aquela atitude sem ser necessário, partir para a crítica e o conseqüente julgamento. Só nos resta colocarmos em prática  o Sentir, Pensar e Agir. Só assim não estaremos julgando com tanta facilidade e possivelmente preocupados em sermos julgados, essas duas situações que caminham lado a lado, e que não devem fazer parte nos nossos relacionamentos.

25/02/2008 GMT -2

Perfume disfarça a hipocrisia?

celu @ 16:54

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“Eram dois vizinhos. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. O homem comprou um pastor alemão.

Conversa de vizinho:

- Mas ele vai comer o meu coelho.

- De jeito nenhum. Imagina. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos, pegar amizade. Entendo de bicho. Problema nenhum... E parece que o dono do cachorro tinha razão. Juntos cresceram e amigos ficaram.Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças, felizes. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. Isso na sexta-feira. No domingo, de tardinha, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche, quando entra o pastor alemão na cozinha. Trazia o coelho entre os dentes, todo imundo, arrebentado, sujo de terra e, claro, morto. Quase mataram o cachorro.

- O vizinho estava certo. E agora?

- E agora eu quero ver!

A primeira providência foi bater no cachorro, escorraçar o animal, para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. Claro, só podia dar nisso. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora? Todos se olhavam. O cachorro chorando lá fora, lambendo as pancadas.

- Já pensaram como vão ficar as crianças?

- Cala a boca!

Não se sabe exatamente de quem foi a idéia, mas era infalível.

- Vamos dar um banho no coelho, deixar ele bem limpinho, depois a gente seca com o secador da sua mãe e colocamos na casinha dele no quintal. Como o coelho não estava muito estraçalhado, assim o fizeram. Até perfume colocaram no falecido. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças. E lá foi colocado, com as perninhas cruzadas, como convém a um coelho cardíaco. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. Notam os gritos das crianças. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. Branco, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.

- O que foi? Que cara é essa?

- O coelho... o coelho...

- O que tem o coelho?

- Morreu!

Todos:

- Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem...

- Morreu na sexta-feira!

- Na sexta?- Foi. Antes de a gente viajar, as crianças o enterraram no fundo do quintal!” 

A história termina aqui. O que aconteceu depois não importa. Nem ninguém sabe. Mas o personagem que mais cativa nesta história toda, o protagonista da história, é o cachorro. Imagine o pobre do cachorro que, desde sexta-feira, procurava em vão pelo amigo de infância, o coelho. Depois de muito farejar descobre o corpo. Morto. Enterrado. O que faz ele? Com o coração partido, desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. Provavelmente estivesse até chorando, quando começou a levar pancada de tudo quanto era lado. O cachorro é o herói. O bandido é o dono do cachorro. O ser humano. O homem continua achando que um banho, um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia, o animal desconfiado que tem dentro dele.

22/02/2008 GMT -2

Tolerância

celu @ 15:24

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“Um diretor de empresa com poder de decisão, gritou com seu gerente porque estava com muito ódio naquele momento. O gerente chegando em casa, gritou com sua esposa, acusando-a de gastar demais, com um bom e farto almoço à mesa. A esposa nervosa gritou com a empregada que acabou quebrando um prato que caiu no chão. A empregada chutou o cachorrinho no qual tropeçara, enquanto limpava os cacos de vidro. O cachorrinho saiu correndo de casa e acabou mordendo uma senhora que ia passando na rua. Essa senhora foi à farmácia fazer um curativo e tomar uma vacina, e gritou com o farmacêutico porque a vacina doeu ao ser-lhe aplicada. O farmacêutico, chegando em casa, gritou com sua esposa porque o jantar não estava do seu agrado. Sua esposa, um manancial de amor e perdão, afagou seus cabelos e beijou-o dizendo: - Querido, prometo que amanhã farei seu prato preferido. Você trabalha muito, está cansado e precisa de uma boa noite de sono. Vou trocar os lençóis da  nossa cama por outros bem limpinhos e cheirosos para que você durma tranqüilo. Amanhã você vai sentir-se bem melhor. E retirando-se, deixou-o sozinho com seus pensamentos. Naquele momento rompeu-se o círculo do ódio, porque esbarrou-se com a tolerância, a doçura, o perdão, e o amor. Se você está ou colocaram você no círculo do ódio, lembre-se de que com tolerância, doçura, perdão, e amor poderá quebrá-lo.”

20/02/2008 GMT -2

O lado obscuro do ser

celu @ 14:25

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Todos nós possuímos características, hábitos e jeitos de ser que, muitas vezes, são vistos e percebidos como ruins, e que assim devem ser evitados: o egoísmo, o orgulho, a nossa destrutividade em relação a algo ou alguém de quem não gostamos, a preguiça e a prepotência de nos acharmos sempre certos e que os outros é que não enxergam as coisas como elas são.
Quando começamos a reconhecer estas nossas facetas, damos um primeiro e grande passo rumo à mudança e renovações íntimas, tão necessárias ao nosso crescimento e desenvolvimento como pessoas.
Por que ajo desta forma?
Por que vejo sempre os defeitos das pessoas?
Por que não consigo conversar com aquele “chato”que me telefona?
Por que não quero me envolver mais com o trabalho?
Por que acredito fazer demais e acho que algumas pessoas é que não fazem nada e que, por isso, as coisas dão errado?
É no momento em que começo a me questionar sobre minhas atitudes, que inicio um processo de auto-conhecimento, do qual a auto-aceitação e a auto-compreensão são fatores intrínsecos.
Devemos saber que, para realmente ouvir uma pessoa que nos procura, é necessário respeito, aceitação e compreensão de como ela é e de sua vivência como por ela é relatada. Mas, como aceitar e compreender a outra pessoa, quando nem mesmo eu aceito e compreendo algumas coisas que penso, sinto e faço? Como entender que alguém nos procure somente pelo fato de atormentar e incomodar, se eu nunca percebi que também faço isso quando realizo um comentário ou uma brincadeira, justamente com algo que sei que a outra pessoa não vai gostar?
Todos nós possuímos um lado obscuro que, muitas vezes, queremos negar.
Negar que sinto inveja de meu amigo.
Negar que sinto vaidade quando vejo meu nome elogiado em algum lugar.
Negar que sinto ciúmes.
E parece que quanto mais nego, mais forte e obscuro torna-se esse meu lado, nem sempre visto, nem sempre aceito, nem sempre amado.
Que possamos amar nossos defeitos, na forma de reconhecimento e aceitação, enquanto partes temporárias de nós mesmos, para que possamos amar também o nosso semelhante e a pessoa que nos procura!

18/02/2008 GMT -2

Preconceito

celu @ 15:31


15/02/2008 GMT -2

Ser ou não ser

celu @ 15:49

grito.jpg As pessoas às vezes preocupam-se dizendo que, se um indivíduo for o que realmente é, estará libertando a “Besta” que traz em si. Na verdade deveríamos observar as “Bestas” mais de perto.O leão é muitas vezes o símbolo do “animal feroz”. Mas o que é que se passa na realidade? O leão na sua natureza possui certo número de qualidades. Ele mata quando tem fome mas, sem fazer uma carnificina inútil e sem se satisfazer além das suas necessidades. Satisfaz seus desejos sexuais, mas isso não significa que se entregue a orgias desenfreadas. As suas diversas tendências e impulsos harmonizam-se dentro dele. Ele é um leão. E ser um membro único da espécie humana não é qualquer coisa que deva suscitar horror. Tal coisa significa viver plenamente o processo complexo de ser uma das criaturas mais sensíveis, mais dotadas e mais criadoras deste planeta. Ser completamente não deveria ser qualificado como mau, mas sim como um processo positivo, construtivo, realista e digno de confiança.Conseqüências prováveis em ser o que somos:- Poderíamos concentrar-nos sobre o fundo do problema, em vez de gastar nossas energias a provar que o nosso comportamento é moral e lógico.- Poderíamos usar nossa imaginação criadora na resolução dos problemas em vez de a empregarmos na nossa defesa.- Poderíamos manifestar os nossos interesses egoístas e as nossas simpatias em relação aos outros e deixar que esses desejos em conflito se equilibrassem de uma maneira aceitável para nós.- Poderíamos livremente evoluir e crescer, porque não nos acharíamos presos por conceitos rígidos daquilo que fomos, daquilo que temos e daquilo que devemos ser.- Descobriríamos que éramos muito menos temidos porque os outros estariam menos inclinados a suspeitar do que se esconderia por detrás da nossa fachada.- Tenderíamos, através da nossa própria abertura, a provocar uma maior abertura e um maior realismo por parte dos outros.Tudo é uma questão de escolha e o mais simples é que esta depende de nós. Querer ser ou não aquilo que somos. Difícil? Coragem? Com certeza precisamos de muita vontade para quebrar as couraças que edificamos ao nosso redor e que neste pequeno universo isolado às vezes não percebemos a imensidão de ser livre ao quebrarmos as muralhas e sair para buscar a vida na sua plenitude. (Adaptação do livro “Tornar-se Pessoa” de Carl Rogers)

13/02/2008 GMT -2

A evolução do ser humano

celu @ 14:37

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O ser humano deve procurar encontrar algum motivo para sua passagem pela Terra. Encontramos pessoas que lutam a vida inteira com alguma enfermidade ou deficiência física e que ainda encontram disposição para se dedicarem à caridade. Outras vezes, encontramos seres desprezíveis, que sequer merecem ser chamados de humanos, que passam pela vida e nada constroem; ao contrário, deixam por onde passam a marca da arrogância e da nulidade.Diz um ditado antigo que: “Os homens são como os vinhos: o tempo apura os bons e azeda os maus”. Permanece  atual e incrivelmente verdadeiro. Observe à sua volta...Há pessoas que, com o passar dos anos, buscam conhecer-se melhor e aprimorar-se, procuram identificar suas falhas e crescer como seres humanos, perseguindo com toda força de vontade o encontro da evolução. São pessoas que têm como objetivo, a qualquer ponto de sua vida, estar em paz com a consciência e preocupam-se em, ao olhar para o passado, ter a certeza de que fizeram o que estava ao seu alcance para melhorar o mundo em que viveram. Assim, quando já não são tão jovens, tornam-se pessoas amáveis, ternas, tranqüilas e, por isso mesmo, muito amadas.Em contrapartida, há pessoas que passam a vida toda procurando ganhar mais e mais dinheiro, ostentar carrões e status, esquecendo os valores humanos, não se preocupando, um momento sequer, em construir algo positivo. São pessoas que, se olharem para o passado, nada verão que as enobreça. Chegam até a ficar ricas, mas continuam pobres infelizes. Quando já não são tão jovens, tornam-se pessoas ainda mais mesquinhas, amargar, raivosas e, por isso mesmo, muito mal amadas. Sem perceber o quanto são ridículas e inúteis, satisfazem-se em ser amadas pelo próprio ego.

11/02/2008 GMT -2

O mau Samaritano (Murilo Mendes)

celu @ 16:38

Quantas vezes tenho passado perto de um doente.

Perto de um louco, de um triste, de um miserável.

Sem lhe dar a palavra de consolo.

Eu bem sei que minha vida é ligada a dos outros.

Que outros precisam de mim, que precisamos de Deus.

Quantas criaturas terão esperado de mim

Apenas um olhar – que eu recusei...

08/02/2008 GMT -2

Uma reunião na floresta

celu @ 13:27

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“Estavam reunidos na floresta, um pássaro, um peixe, um coelho e um pato.
Conversavam sobre suas habilidades e modos de lidarem com as adversidades da vida.
Sobre a possível aproximação de um caçador, disse o pássaro:
- Ah, se um caçador aparecer, eu saio voando como um foguete, com toda minha força e energia...
O peixe, por sua vez, comentou sobre o assunto:
- Se aparecer um caçador, eu nado como nunca, com toda minha destreza e velocidade...
O coelho, ponderou:
- No meu caso, se um caçador aparecer “perna prá-que-te-quero”, corro como uma bala...
Demonstrando um certo ar de superioridade, devido a aparente limitação de seus companheiros, o pato deu um passo à frente e declarou:
- Se vier um caçador, eu não terei problemas em me safar, pois além de voar, sei nadar e correr. Farei qualquer uma dessas coisas, pois tenho várias habilidades, usarei a que for mais conveniente.
A conversa seguia seu rumo, quando de repente surgiu um caçador na floresta. Sem demoras o pássaro alçou vôo. O peixe nadou rapidamente para o fundo do rio e o coelho saiu em disparada.
O pato, porém, foi apanhado. Com tantas habilidades, não conseguiu definir a tempo a melhor estratégia de fuga.” 
Muitas vezes passamos a vida, adquirindo conhecimento sobre assuntos que pouco acrescentam ao nosso ser. Relegamos nossa habilidade maior e passamos a vida como um navio sem rumo que aporta em locais distantes de nossa missão no universo. Há pessoas com erudição em muitas áreas, mas indecisas e titubeantes frente às crises e desafios que a vida apresenta. Todos temos um dom, um talento superior que, lapidado e polido, nos fará brilhar neste mundo.

06/02/2008 GMT -2

Idealiza teu sonho (Masaharu Taniguchi)

celu @ 19:27

Não importa a tua idade, idealiza um grande sonho, tão grandioso como o céu. Que o teu sonho transcenda o teu corpo, que suba e cresça e se expanda além... como resplendor, preencha o Universo e se transforme em asas misteriosas que te levem a um mundo bem mais alto. Nas asas do sonho, os jovens avançam e os velhos se renovam. Não retenhas as asas do teu sonho. Imagina a tua grandeza. Não receies subir demasiado alto, não hesites, não retrocedas, não diminuas a ti próprio. Ao abrires as asas do sonho, ultrapassas os limites do corpo. Ainda que o teu corpo seja tão pequeno quanto o pó da terra, através do sonho tens o poder de te unires à imensa energia criadora do Universo. Não permitas que a tristeza te domine; mas, se te sentes dominado, ergue-te de novo. Ainda que o teu sonho seja desfeito, tens o direito de sonhar de novo. Imagina que em ti ainda resta a grandiosa energia. Para aquele que sonha, este mundo é sempre um novo mundo. Não te permitas cair, mas, se caíres, levanta-te de novo. Ainda que percas a confiança, ainda que fracasses naquilo que tentas, não te permitas cair totalmente. O sonho é o viveiro da esperança. No imenso viveiro do sonho nascem tenros rebentos de esperanças, e os brotos crescem alimentados pelo sonho. Desenha na tua mente o mais brilhante e mais grandioso sonho. Não te imagines um ser triste e sombrio.
Sabes que a mente  é criadora e criativa, e tu serás exatamente como te fizeres em tua mente. Se te imaginares um ser brilhante e poderoso, assim tu serás, pois a mente materializa seu sonho.

04/02/2008 GMT -2

Errado

celu @ 11:06
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01/02/2008 GMT -2

A vidraça

celu @ 16:35

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 “Um casal mudou-se para um bairro muito tranqüilo.

Na primeira manhã que passaram na casa, enquanto tomava café, a mulher reparou em uma vizinha que pendurava roupas e disse ao marido: - Ela está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer lençóis limpos no varal. O marido observou calado.

Três dias depois, também durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e novamente a mulher comentou com o marido: - Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que ensine a lavar as roupas! E assim, a cada três dias, a mulher repetia o seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal.

Passando um mês, a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos e empolgada foi dizer ao marido: - Veja, ela aprendeu a lavar as roupas, será que a outra vizinha deu sabão? Porque eu não fiz nada.

O marido calmamente respondeu: - Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei a vidraça da janela!”

E assim é. Tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos. Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir: verifique seus próprios defeitos e limitações. Devemos olhar antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos. Só assim, poderemos ter noção do real valor de nossos amigos. Lave sua vidraça. Abra sua janela.

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