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Comportamentos Diferentes

Arquivo: Agosto 2009

31/08/2009 GMT -2

Sem a fé

celu @ 21:29

“Sem a fé inabalável em um Deus onisciente, a vida torna-se desinteressante e insípida, obscurecida pelo desespero e pela ruína. O amor por Deus e o temor ao pecado são as duas necessidades fundamentais para uma vida feliz. Sem esses dois, a pessoa torna-se um demônio. A pessoa deve estar sempre pronta a sacrificar seus interesses egoístas pelo bem-estar da comunidade. Não há nada tão louvável como a renúncia. Seja honesto e desapegado e, com Deus instalado em seu coração, avance para oferecer suas habilidades e seus talentos para cumprir suas responsabilidades. Não se esforce somente por sua felicidade, mas se esforce pela felicidade de todos.”

23/08/2009 GMT -2

O Maior Espetáculo (Prem Rawat)

celu @ 23:20

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Há um fato: hoje é um dia qualquer. Aqui está outro fato: ele nunca vai voltar – nunca, jamais. Não é possível.
O que isso significa para você? Você acordou; é outro dia. Olhamos nossos calendários – os anos, os meses, as semanas – como se não significassem nada. Eu falo sobre “o momento chamado agora”. Bem, quando você acaba de dizer “o momento chamado agora”, não é mais “agora”. Já passou. O tempo é uma força tão poderosa que simplesmente se move, move e move. E toca você. Mas a questão é: o que você faz nesse tempo?
Você se comporta como um ser humano? Ou tenta ser alguma outra coisa? Um robô. Em ação. Todos somos atores, que representa alguém que não somos. Talvez você pense: “Não sou  ator. Sou uma pessoa responsável. Tenho minhas obrigações, meus compromissos, minha agenda”. Mas nós fingimos: “Eu sou fulano de tal”. Na escala deste universo, você não é nada, absolutamente nada. No entanto, no seu universo, você é o líder supremo. Você quer moldar, compreender e controlar seu destino.
Qual é o seu destino? Se você quiser conhecer seu destino, pode. Mas o seu destino é o destino de um ser humano, e primeiro você precisa se tornar um ser humano, não um ator. Não um suposto rei num reino imaginário num longínquo tempo imaginário, muito distante do reino da realidade.
O que eu faço? Não estou aqui para fazer pregações. Tenho alguns ingressos para o maior espetáculo da Terra. Procuro pessoas que querem esses tíquetes, e elas procuram por mim. Você está no local do evento, mas precisa de um ingresso. Eu tenho um. Não está à venda; estou oferecendo – cortesia de um ser humano para outro.
Quem está se apresentando? O mais magnífico está se apresentando nesse teatro por um tempo limitado. Por quanto tempo? Enquanto você estiver vivo. Quando você pode assistir ao espetáculo? Sempre que quiser. Você vai gostar? É a apresentação das apresentações, a impossível peça sendo encenada. O infinito, o Divino, decidiu aparecer e se juntar a você nesta jornada.
Recentemente alguém me perguntou: “Por que a vida é difícil?” Respondi: “Suponha que você tivesse um carro novo que acabou de sair da fábrica e que anda bem. Então você tira os pneus e os coloca no teto, pega o motor e põe no porta-malas, o tanque de gasolina no lugar do motor, e pergunta ao vendedor: “Por que esse carro não funciona?”


O que você tem feito com sua vida? Por favor, volte para a Terra. Ela não é um lugar hostil. Ser um ser humano não é tão mau assim. Na verdade é muito bom, muito profundo. Você pode aceitar. Não precisa viver num mundo de faz de conta.
Às vezes cito esse exemplo. Imagine uma vaca – preta com manchas brancas, simpática, pequena. Ela tem problemas? Sim. Ela está ali, mas só existe no mundo de brincadeira. Essa vaca pode dar leite? Sim, mas você precisa acreditar nisso; não pode bebê-lo. No faz de conta ela até muge, pisca, tem cílios enormes. É uma vaca linda, que dá muito leite, mas nada que você possa misturar no seu chá. Esse leite faz um monte de manteiga para torradas, enquanto sua crença estiver aí. Mas uma vaca imaginária não tem nenhuma utilidade para mim ou para você. Ela não pode dar leite de beber.
Se esse é o único lugar onde você vai viver até o fim, qual o propósito de tudo? Você é tão afortunado por estar vivo. Essa é maior de todas as bênçãos. Quem vive no faz de conta não percebe isso. Ficam imaginando torradas, para pegarem a manteiga de mentirinha da vaca de brincadeira que deu o suposto leite. Eles sonham com o céu quando já estão no céu: “Tenho que trabalhar muito duro. Devo fazer isso, preciso sacrificar isso, então quando eu morrer vou para o céu”. Sabe qual é o grande problema com esse céu? É necessário morrer.
A beleza desse outro céu é: não precisa morrer. Tudo o que você precisa fazer é abrir seus olhos. Parar de sonhar, começar a olhar, e você vai ver que céu é esse. Você não tem que acreditar. A verdade e a alegria estão dentro de você. A bondade inerente está sempre presente. Todos os dias. Explore o seu presente. Trata-se de descobrir, de sentir. Você deveria realmente levar em consideração aquele ingresso. Ele vai dar acesso ao fantástico espetáculo dos espetáculos. Dentro de você.

21/08/2009 GMT -2

O Pai no Filho!

celu @ 00:11

"A notícia de que o filho foi preso por suspeita de associação com o tráfico de drogas é uma tragédia para qualquer pai" (Revista IstoÉ nº.1861). Esse é o caso do Pelé e de seu filho! Compadeci-me deste "pai", quando o vi chorar pela situação de seu filho (Na entrevista após visita ao filho Edinho, preso por envolvimento com tráfico de drogas, em 2005). É interessante a relação nesta entidade chamada família.
Quando se atinge um, dói no outro. Quando se vê um, já se pensa logo no outro! Não se trata de um caso de "cumplicidade", mas de companheirismo e dependência. Seguramente o nome "Edinho" não chamaria a atenção da sociedade se não houvesse a associação com o "pai" (Pelé), que é alguém conhecido e famoso. É como se olhássemos para a mesma pessoa. Olhamos para o filho, mas vemos o pai!
No Velho Testamento vemos com bastante uso esta "entidade", a família. Ela é caracterizada e representada pela figura do "pai". O "pai" era o cartão de visita de toda a família, tanto para aceitação quanto que para rejeição. O uso dos termos "Pai" e "Filho", atribuídas a Deus e a Jesus Cristo, sequencialmente, querem expressar essa íntima relação, porém com a profundidade devida.
Jesus possui nas mãos a identidade representativa de Deus. O que dizer da rejeição de Cristo que há no mundo? Há uma passagem na Bíblia (Mateus 21.33-41), que Jesus diz uma parábola mostrando que os servos de uma fazenda rejeitaram todos os representantes que o Dono mandou, inclusive o próprio Filho, e na conclusão Jesus pergunta: "(...) quando vier o Dono da [lavoura], que fará àqueles [servos rebeldes]?".
A fé em Jesus como O Cristo, O Filho, como O enviado do Pai, é o sinal de que você é nascido de Deus, esse é o ponto, o único ponto. Você ama O que é de Deus [Jesus Cristo]? Esta "Família" é tão unida que não aceita o meio-termo! Uma coisa é certa, quem vê o Filho vê o Pai, portanto, a forma como você vive o seu dia-a-dia, como você lida com as situações, é que expressará sua compreensão deste assunto e demonstrará qual é o seu relacionamento com Deus.

19/08/2009 GMT -2

Prometa a si mesmo

celu @ 02:06

Ser forte de maneira que nada possa perturbar a sua paz de espírito.
Falar de saúde, felicidade e prosperidade a toda pessoa que encontrar.
Fazer os amigos sentirem que há alguma coisa de superior dentro deles.
Olhar para o lado glorioso de todas as coisas e fazer com que o otimismo se torne uma realidade.
Pensar sempre no melhor, trabalhar sempre pelo melhor e esperar somente o melhor.
Esquecer os erros passados e preparar-se para melhores realizações no futuro.
Ter tanto entusiasmo e interesse pelo sucesso alheio como pelo próprio.
Dedicar tanto tempo ao próprio aperfeiçoamento que não lhe sobre tempo para criticar os outros.
Fazer um bom juízo de si mesmo e proclamar este fato ao mundo, não em altas vozes, mas em grandes feitos.
Viver na certeza de que o mundo estará a seu lado, enquanto lhe dedicar o que há de melhor em si mesmo.

16/08/2009 GMT -2

A lição da berinjela

celu @ 13:40

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Em O Amor nos Tempos do Cólera, de Gabriel Garcia Marques, um dos livros memoráveis da literatura sul-americana, a jovem personagem Fermina Dazza, quando pedida em casamento por Florentino Ariza, seu grande amor, diz que aceita com uma única condição, para ela, fundamental: “Desde que você nunca me obrigue a comer berinjela”. O que detestava.

Ele concorda, apesar do casamento acabar não acontecendo e a grande paixão demorar 50 anos para, finalmente, se concretizar num ato carnal descrito com maestria pelo autor. Antes disso, Fermina se casa com o doutor Juvenal Urbino, a quem não amava, ainda que na certeza de que seria um marido correto e que jamais a obrigaria a comer o legume odiado, porque ele nada exigia de nada.

Anos depois, num jantar formal, sem perceber o que ingeria, comeu duas porções de purê de berinjela. E gostou. Custou saber que o havia comido e foi quando aprendeu uma grande lição nesta vida: a de não mais fechar questão sobre problemas menores diante das coisas realmente importantes que cruzam o caminho.

Nos anos verdes é comum o assunto acima, no setênio emocional que vai dos 21 aos 28 anos, estendendo-se muitas vezes aos 30 ou 35, pela análise da Antroposofia, que estuda o comportamento humano e a evolução moral através de períodos de sete em sete anos. Quando é tão comum a intransigência, o radicalismo, o colocar o carro adiante dos bois.

A confundir caprichos com desejos, a colocar, no alto da lista valores que nem são valores e criar problemas até mesmo em situações que só propõem resoluções e aberturas. Faz parte, sim, do ser jovem, ver-se como centro do mundo, agir dentro de um egocentrismo que só pode ser contido nos nãos recebidos pela vida, no bater a cabeça ao chutar o pau da barraca.

Demora para a gente entender, como Fermina, a lição da berinjela: de que o menor não pode se sobrepor ao maior, de que o relativo permanece relativo, ainda que nos ensine a possibilidade de seguir rumo ao absoluto, mesmo que este nunca seja alcançado. Aliás, o auge da mediocridade é se viver no relativo julgando ser aquilo o absoluto. Um erro estratégico no saber viver.

Um dia a gente aprende que tem que renunciar, abrir mão e passar por cima de tanta coisa pequena para se alcançar o que realmente importa, e conseguir ser feliz. Que não se pode ter tudo e que nada nem ninguém está à frente apenas para satisfazer aquelas nossas vontades que nem são vontades e sim, exigências que num momento se tornam símbolos da nossa precária auto-afirmação.
 

É muito bom quando não se precisa mais disso. (Baseado em texto de Luiz Alca de Sant’Anna)

13/08/2009 GMT -2

Não procure

celu @ 23:23

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10/08/2009 GMT -2

Algo Está Acontecendo (Prem Rawat)

celu @ 21:21

A vida é simples. Esta existência deveria ser simples. O verdadeiro amor é simples. Todas as coisas boas – ao seu redor, em você e a seu respeito – são simples. A paz também é simples, mas, se eu perguntasse: “O que é paz para você?”, todos darão uma resposta diferente. Se eu perguntar “O que é Deus?”, a resposta será baseada em sua religião, na sua formação, naquilo que seus pais, seus amigos e as outras pessoas lhe disseram. Você sempre quis se sentir bem. Seu desejo de se sentir bem vem de muito longe. Para dizer a verdade, vem da sua infância. Você queria se sentir bem – era isso. Não tinha grandes compromissos. Quando não se sentia bem, você chorava.Quem lhe ensinou a chorar? Isso começou no primeiro dia. A primeira coisa que a maioria das pessoas fazem quando nascem é chorar. Se não chorar, o médico vai pegá-lo pelas pernas e lhe dar tapinhas até que chore. E, o mais importante, quem lhe ensinou a ficar quieto quando tudo está bem? Quando você está satisfeito, nada precisa ser feito, ou dito, ou expressado. Tudo está bem. Esse é você.
É basicamente assim que você ainda se comporta. Quando tudo está bem – magnífico. Quando não está tudo bem: “Por que você deixou a porta aberta? O que há de errado com você? Por que está me olhando? Por que está falando assim comigo?” A simples existência de outro ser humano, que na verdade você ama, pode irritá-lo, só porque nada está bem. Quando tudo está bem, as coisas são muito simples, porque a vida é simples. Algumas pessoas dizem: “Não se pode dizer que minha vida é simples. Tenho todos esses problemas. Meu gato me deixou, minha esposa quer me deixar, meus filhos vivem me mandando contas para pagar...”As complicações que trazemos para nossas vidas – o bem e o mal, o certo e o errado, o amor e o ódio, dúvidas – tornam a vida tão complexa. Todos nós queremos a simplicidade. Temos uma conexão com a alegria, e a simplicidade é a única forma de produzir alegria. A questão é: como conseguir a simplicidade? Existe uma alegria que vem de fora e outra que vem de dentro. Não estou ignorando a alegria externa. Mas há uma alegria que vem de dentro, e ela só surge quando existe simplicidade em sua vida.

É simples porque, desde o dia que respiramos pela primeira vez, essa energia reside em nós. Durante todo esse tempo, mesmo que não saibamos nada sobre isso, ela permanece em nós. Não é algo absolutamente simples? A vida quer estar contente. A vida quer ser feliz. Você quer ser feliz. Algo está acontecendo aqui, não é? Você pode se mover, falar, pensar, sorrir, chorar. Alguma coisa está acontecendo aqui, e um dia vai parar. O que é isso que está acontecendo? São seus compromissos? É o seu trabalho? São todas as coisas que você faz? São seus gostos e desgostos? Existe algo que continua acontecendo nos meus dias bons e nos meus dias maus. Tudo o que eu chamo de bom e mau é irrelevante diante do fato de que algo mais está acontecendo. O vaivém desta respiração é automático e deve-se a um fato magnífico: estar vivo. Toda complicação um dia se vai. Assim como você. O desafio parece ser encontrar o simples e permanecer aí persistentemente enquanto você estiver vivo. Não soa como um desafio – encontrar isso e permanecer aí pelo resto de sua vida? É possível. Sua alegria interna precisa ser respeitada. O amor precisa ser honrado. O maior de todos os presentes, essa tão delicada e linda respiração, precisa ser respeitado. Reconheça isso pelo próprio mérito. Agradeça pela coisa mais magnífica e, no entanto, a mais simples de todas em sua vida. O que acontece quando você respeita sua vida interior? A energia interna responde a essa honra, e a homenagem que lhe é prestada é chamada de paz. A paz é a sua recompensa. É também chamada de alegria, entendimento, clareza. É simples assim.

05/08/2009 GMT -2

Meditar

celu @ 18:31

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“Meditar traz a paz interior que permite a serenidade, desenvolve a intuição e a percepção sensível das coisas, possibilitando o desenvolvimento espiritual.(..) observar e avaliar com clareza qualquer situação do destino é preciso ter o silêncio para conseguir escutar a resposta, a transparência interna para conseguir enxergar.Para isso, é necessário romper a subjetividade imposta pelo ego e ver as coisas do ponto de vista e Princípio das próprias coisas.” ( O.Maron)

03/08/2009 GMT -2

Orgulho

celu @ 21:25

“A palavra “orgulho” tem duas conotações antagônicas: uma positiva e outra negativa. No primeiro caso, caracteriza apreciação por alguém ou por alguma coisa que tenhamos feito bem. Por exemplo: “tenho orgulho dos livros que escrevi, dos meus amigos, da minha família e do meu país”. Não vai, nessa expressão, como se vê, nenhum menosprezo a quem quer que seja. Mas há, também, um significado bastante negativo da palavra. É o que caracteriza o ato de manifestar soberba, empáfia e menosprezo pelos outros. Pessoas que agem assim arrotam “superioridade”, que de fato não têm. O povo cunhou uma expressão para quem tem essa atitude: “metido”. Alexandre Herculano, no romance “Eurico, o presbítero”, desabafa, em relação a essa postura que alguns exibem por aí: “Orgulho humano, qual és tu mais – feroz, estúpido ou ridículo?”. Creio que seja tudo isso, somado, e simultaneamente. Tenhamos, pois, “orgulho”, mas apenas de não sermos tolos assim.”

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