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Coração

25
Julho
2008
celu — @ 23:47

coracao.jpg

Consideração (Cenyra Pinto)

23
Julho
2008
celu — @ 23:44

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            Aqueles que exigem e reclamam consideração, geralmente são os que ainda não a merecem.
            Quando temos algum merecimento não nos damos conta de tal e não prestamos atenção se nos dão ou não algum valor. Somos tão naturais, tão simples, e o que fazemos é tão nosso que nem percebemos se  alguém nos observa, nos aplaude ou apupa.
            A consideração deve ser espontânea; não devemos desejá-la, mas merecê-la. E se a merecermos, ela não nos fará falta, porque perdemo-la de vista. Satisfaz-nos sentirmo-nos tranqüilos e contentes conosco mesmos. Esse é o prêmio do que se coloca à altura de merecer consideração.
            Não observa se alguém está vendo aquilo que faz com a intenção de merecer consideração ou elogios. Tudo que faz é com naturalidade. E, muitas vezes, se admira que destaquem e aplaudam um ato seu, pois não vê realmente razão para tal.
            Portanto, aquele que reclama, com ou sem razão,  que foi preterido, pode estar certo de que ainda não merece ser exaltado.
            A exaltação deve vir de dentro de nós, com a certeza de que procedemos bem, que fizemos o melhor que pudemos e que, aconteça o que acontecer - injustiça, perseguição, ingratidão -
, seguiremos
sempre a nossa rota, porque nosso destino não é ser enaltecido pelas pessoas vulgares, mas por nós mesmos e por aqueles que estiverem à altura de reconhecer os verdadeiros valores.
            Não cedamos o nosso patrimônio espiritual amealhado pelos séculos afora em troca das mágoas e ressentimentos que a vida precisa colocar no nosso caminho.
            Saibamos que o desejo de ver reconhecido o nosso valor é ainda
uma vaidade que deve ser combatida.
            Que a consideração do mundo não nos faça falta. "Meu Reino não é deste mundo", falou Jesus. Tomemos essa lição como norma de nossa vida.

Não parar

21
Julho
2008
celu — @ 21:23

Sendo a vida dinâmica e evolutiva, a pessoa não pode parar no tempo ou no espaço. Há que caminhar em direção ao sol, à luz. Há que procurar melhorar o material e, principalmente, a parte espiritual. Essa é a lei de Deus, que conferiu à pessoa inteligência e livre arbítrio. Deve, pois, fazer da vida uma sinfonia de amor, de esperança e de fé inabalável. Somente os bem formados de espírito saberão sentir a música doce e suave que os envolve.

Nathaniel Hawthorne

20
Julho
2008
celu — @ 16:22

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"A felicidade é uma borboleta que, quando você persegue, sempre está mais longe do seu alcance.  Mas que, se você se senta e fica quieto uns momentos, pode ser que pouse em seu ombro." 

As palavras (José Saramago)

17
Julho
2008
celu — @ 14:13

palavras.jpg 

As palavras são boas. As palavras são más. As palavras ofendem. As palavras pedem desculpas. As palavras queimam. As palavras acariciam. As palavras são dadas, trocadas, oferecidas, vendidas e inventadas. As palavras estão ausentes.
Algumas palavras sugam-nos, não nos largam... As palavras aconselham, sugerem, insinuam, ordenam, impõem, segregam, eliminam. São melífluas ou azedas. O mundo gira sobre palavras lubrificadas com óleo de paciência. Os cérebros estão cheios de palavras que vivem em boa paz com as suas contrárias e inimigas. Por isso as pessoas fazem o contrário do que pensam, julgando pensar o que fazem. Há muitas palavras. E há os discursos, que são palavras encostadas umas às outras, em equilíbrio instável graças a uma precária sintaxe, até ao prego final do disse ou tenho dito. Com discursos se comemora, se inaugura, se abrem e fecham sessões, se lançam cortinas de fumo ou dispõem bambinelas de veludo. São brindes, orações, palestras e conferências. Pelos discursos se transmitem louvores, agradecimentos, programas e fantasias. E depois as palavras dos discursos aparecem deitadas em papéis, são pintadas de tinta de impressão - e por essa via entram na imortalidade do verbo. E as palavras escorrem tão fluidas como o "precioso líquido". Escorrem interminavelmente, alagam o chão, sobem aos joelhos, chegam à cintura, aos ombros, ao pescoço. É o dilúvio universal, um coro desafinado que jorra de milhões de bocas. A terra segue o seu caminho envolta num clamor de loucos, aos gritos, aos uivos, envoltos também num murmúrio manso, represo e conciliador... E tudo isso atordoa as estrelas e perturba as comunicações, como as tempestades solares. Porque as palavras deixaram de comunicar. Cada palavra é dita para que se não ouça outra palavra. A palavra, mesmo quando não afirma, afirma-se. A palavra não responde nem pergunta: amassa. A palavra é a erva fresca e verde que cobre os dentes do pântano. A palavra é poeira nos olhos e olhos furados. A palavra não mostra. A palavra disfarça. Daí que seja urgente moldar as palavras para que a sementeira se mude em Seara. Daí que as palavras sejam instrumento de morte - ou de salvação. Daí que a palavra só valha o que valer o silêncio do ato. Há também o silêncio.
O silêncio, por definição, é o que não se ouve. O silêncio escuta, examina, observa, pesa e analisa. O silêncio é fecundo. O silêncio é a terra negra e fértil, o húmus do ser, a melodia calada sob a luz solar. Caem sobre ele as palavras. Todas as palavras. As palavras boas e as más. O trigo e o joio.
Mas só o trigo dá pão.

Preconceito

16
Julho
2008
celu — @ 00:05

É realmente uma perda de tempo tentar argumentar com alguém 

que nutre um preconceito. 

A própria palavra diz: é um pré-conceito. 

Ele existe antes de que se forme um verdadeiro conceito.

Em realidade o lugar onde o vírus do preconceito se aloja, ele se implanta nos sentimentos e nos interesses. 

Em qualquer um dos casos se  manipula a realidade, para dar conta de objetivos previamente existentes e que determina uma vontade de ver as coisas de um certo jeito.

Todo preconceito revela mais sobre quem o tem do que sobre sua vítima.

(Nilton Bonder)

Não possua

11
Julho
2008
celu — @ 00:19

borboletaemao.gif 

"Não possua, não se torne um possuidor de pessoas nem de coisas; use-as simplesmente como um presente do universo.
Quando estiverem disponíveis, use-as, quando não estiverem disponíveis, desfrute a liberdade.
Quando tiver algo, desfrute-o! Quando não tiver, desfrute não tendo. Isso também tem sua própria beleza.
Se tiver um palácio para viver, desfrute-o! Se não tiver, desfrute uma casa e a casa se transformará num palácio.
É o desfrutar o que faz a diferença. Então, viva! Não perca as árvores, as flores, os pássaros, o ar, o sol. E quando estiver no palácio, o mármore, os candelabros...
Desfrute onde estiver e não possua nada. Nada nos pertence. Viemos ao mundo com as mãos vazias e com as mãos vazias nos vamos.
E lembre-se: o universo sempre nos dá o que necessitamos."

Torne-se um oceano

06
Julho
2008
celu — @ 19:20

Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano, ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada: os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê a sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece, porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano. Mas tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento. Assim somos nós. Voltar é impossível na existência. Você pode ir em frente e se arriscar. Coragem! Torne-se OCEANO !!! (Osho)

Um abraço. Seja feliz no teu caminho

Diferença

02
Julho
2008
celu — @ 22:13

A diferença das pessoas não está apenas no aspecto físico de cada uma mas principalmente no interior de todas. Aí é que a diferença se faz sentir, pois a pessoa caminha pela vida, não tendo apenas o carma que o acompanha, mas, também, seu livre arbítrio. Deus o segue e sabe onde colocá-lo, segundo as moradas que existem. Em sendo boa e caridosa, a pessoa ao caminhar vai deixando atrás de si uma esteira de luz e de amor, de fé, esperança, e de fraternidade, que culminam na apoteose de sua vida.

Por que Paciência?

30
Junho
2008
celu — @ 15:26

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“Somos acostumados a dar conselhos aos outros sempre deixando muito bem claro a necessidade eminente da paciência, pois, sem ela, a calma se afasta de nós, abrindo espaço para o desespero.
Conseqüentemente trará dor e revolta agravando ainda mais nossos problemas e, pior ainda, irá retardá-los. Assim, nos sentimos os verdadeiros heróis da raça humana por estarmos ajudando necessitados com tanta presteza.
Entretanto, quando é requerida a mesma paciência a nós outros e somos chamados à experiência necessária de vida, os pórticos de nossos corações abrem-se para recebermos turbulências e temporais de emoções em desajuste. Esquecemos de tudo: da calma, do entendimento, do equilíbrio... Jogamos na lata de lixo tudo o que aprendemos e acreditamos ser o suficiente, pois o praticar demanda muito esforço, perseverança e o “querer”, ainda assim nos achamos os melhores, os experts.
Passamos a ser o mocinho da história para não dizer o coitadinho, porque em se falando de perfeição pegamos a fila várias vezes.
Engraçado! E infelizmente é a pura realidade.
Passamos recibo para a injúria, para o desaforo, para a rebeldia, para a maldade, por conta de acontecimentos necessários a nossa evolução...
E não nos atentamos a isso, somos pegos de surpresa.
Felizmente alguns, após o momento da tempestade, caem em si e percebem que poderia ter sido diferente, não havia necessidade de tamanho descontrole. Esses buscam redimir-se antes tarde do que nunca.
No entanto, infelizmente isto não acontece com a maioria, nem mesmo se dão conta de que erraram, muito menos das farpas afiadas usadas para o ataque e o contra-ataque. Vou mais longe, talvez até o próprio agressor fomos nós e jogamos inexoravelmente a culpa no outro, seja ele quem for. É mais fácil. Caiamos na realidade, a paciência, a calma, a compreensão vêm de dentro para fora, e não das situações que vivenciamos e presenciamos. Ledo engano, dizer que estamos irritados devido ao que nos fizeram.
Se estamos descontrolados é porque nosso interior não estava bem. Ou seja, só faltava uma faísca para atear fogo e explodir o nosso pavio curto, estávamos no aguardo do momento oportuno para jogarmos nosso fogo, labaredas e tudo no primeiro que aparecesse.
Queridos, saibamos buscar o conforto na espiritualidade, nos mentores de luz que nos acompanham, nas vibrações positivas que devemos buscar para estar em sintonia com eles, permitindo que a paciência e a resignação esteja em nós. O pensamento é tudo, tem força e poder, quando damos vazão a estes negativamente atraímos negatividades e toda sorte de dificuldades que vier. Contudo, o contrário também é verdadeiro. Quanto mais pensarmos no belo, no amor ... atrairemos a mesma sintonia.É Importante que saibamos mudar nossas sintonias negativas para positivas, com firmeza e vigor pensando em tudo de bom que temos e somos, no que desejamos, para que possamos enxergar a realidade dos fatos e acontecimentos que geralmente nos passam despercebidos no dia-a-dia. E, não somente saibamos dar conselhos. Devemos sim oferecê-los sempre, mas muito mais, praticá-los. Indubitavelmente jamais deveremos esquecer que a prece nos aproxima da luz, que por sua vez nos enche de direcionamentos que trarão a seu tempo muitas felicidades. Respondamos então o porquê da paciência: a paciência significa suportar as dores, os infortúnios, sem queixas e com resignação para aprender com ela. E por que suportar tudo sem reclamações? Digo-vos sem reclamações, mas, entendam não como uma avestruz que enfia a cabeça na terra para não enfrentar os problemas e sim, como um ser que sofre, mas luta almejando momentos melhores, e, diz para si mesmo “eu vou vencer”. Já sabemos que tudo o que nos acontece tem um fundo de necessidade, visto que todos os problemas são de alguma forma pagamentos de uma dívida contraída por nós mesmos em outrora, bem como, um grande aprendizado do nosso “eu” espiritual, pois não aprendemos sem sermos colocados à prova.Prova de quê? Da paciência, do entendimento, do controle, do equilíbrio e muito mais... Vamos refletir mais, criticar menos, apoiar mais, desta forma receberemos na mesma medida na balança da vida. O universo é sábio, devolve para nós o que enviarmos a ele.” No amor e na luz
Leontina Rita Acorinti Trentin