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Comportamentos Diferentes

16/08/2009 GMT -2

A lição da berinjela

celu @ 13:40

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Em O Amor nos Tempos do Cólera, de Gabriel Garcia Marques, um dos livros memoráveis da literatura sul-americana, a jovem personagem Fermina Dazza, quando pedida em casamento por Florentino Ariza, seu grande amor, diz que aceita com uma única condição, para ela, fundamental: “Desde que você nunca me obrigue a comer berinjela”. O que detestava.

Ele concorda, apesar do casamento acabar não acontecendo e a grande paixão demorar 50 anos para, finalmente, se concretizar num ato carnal descrito com maestria pelo autor. Antes disso, Fermina se casa com o doutor Juvenal Urbino, a quem não amava, ainda que na certeza de que seria um marido correto e que jamais a obrigaria a comer o legume odiado, porque ele nada exigia de nada.

Anos depois, num jantar formal, sem perceber o que ingeria, comeu duas porções de purê de berinjela. E gostou. Custou saber que o havia comido e foi quando aprendeu uma grande lição nesta vida: a de não mais fechar questão sobre problemas menores diante das coisas realmente importantes que cruzam o caminho.

Nos anos verdes é comum o assunto acima, no setênio emocional que vai dos 21 aos 28 anos, estendendo-se muitas vezes aos 30 ou 35, pela análise da Antroposofia, que estuda o comportamento humano e a evolução moral através de períodos de sete em sete anos. Quando é tão comum a intransigência, o radicalismo, o colocar o carro adiante dos bois.

A confundir caprichos com desejos, a colocar, no alto da lista valores que nem são valores e criar problemas até mesmo em situações que só propõem resoluções e aberturas. Faz parte, sim, do ser jovem, ver-se como centro do mundo, agir dentro de um egocentrismo que só pode ser contido nos nãos recebidos pela vida, no bater a cabeça ao chutar o pau da barraca.

Demora para a gente entender, como Fermina, a lição da berinjela: de que o menor não pode se sobrepor ao maior, de que o relativo permanece relativo, ainda que nos ensine a possibilidade de seguir rumo ao absoluto, mesmo que este nunca seja alcançado. Aliás, o auge da mediocridade é se viver no relativo julgando ser aquilo o absoluto. Um erro estratégico no saber viver.

Um dia a gente aprende que tem que renunciar, abrir mão e passar por cima de tanta coisa pequena para se alcançar o que realmente importa, e conseguir ser feliz. Que não se pode ter tudo e que nada nem ninguém está à frente apenas para satisfazer aquelas nossas vontades que nem são vontades e sim, exigências que num momento se tornam símbolos da nossa precária auto-afirmação.
 

É muito bom quando não se precisa mais disso. (Baseado em texto de Luiz Alca de Sant’Anna)

13/08/2009 GMT -2

Não procure

celu @ 23:23

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10/08/2009 GMT -2

Algo Está Acontecendo (Prem Rawat)

celu @ 21:21

A vida é simples. Esta existência deveria ser simples. O verdadeiro amor é simples. Todas as coisas boas – ao seu redor, em você e a seu respeito – são simples. A paz também é simples, mas, se eu perguntasse: “O que é paz para você?”, todos darão uma resposta diferente. Se eu perguntar “O que é Deus?”, a resposta será baseada em sua religião, na sua formação, naquilo que seus pais, seus amigos e as outras pessoas lhe disseram. Você sempre quis se sentir bem. Seu desejo de se sentir bem vem de muito longe. Para dizer a verdade, vem da sua infância. Você queria se sentir bem – era isso. Não tinha grandes compromissos. Quando não se sentia bem, você chorava.Quem lhe ensinou a chorar? Isso começou no primeiro dia. A primeira coisa que a maioria das pessoas fazem quando nascem é chorar. Se não chorar, o médico vai pegá-lo pelas pernas e lhe dar tapinhas até que chore. E, o mais importante, quem lhe ensinou a ficar quieto quando tudo está bem? Quando você está satisfeito, nada precisa ser feito, ou dito, ou expressado. Tudo está bem. Esse é você.
É basicamente assim que você ainda se comporta. Quando tudo está bem – magnífico. Quando não está tudo bem: “Por que você deixou a porta aberta? O que há de errado com você? Por que está me olhando? Por que está falando assim comigo?” A simples existência de outro ser humano, que na verdade você ama, pode irritá-lo, só porque nada está bem. Quando tudo está bem, as coisas são muito simples, porque a vida é simples. Algumas pessoas dizem: “Não se pode dizer que minha vida é simples. Tenho todos esses problemas. Meu gato me deixou, minha esposa quer me deixar, meus filhos vivem me mandando contas para pagar...”As complicações que trazemos para nossas vidas – o bem e o mal, o certo e o errado, o amor e o ódio, dúvidas – tornam a vida tão complexa. Todos nós queremos a simplicidade. Temos uma conexão com a alegria, e a simplicidade é a única forma de produzir alegria. A questão é: como conseguir a simplicidade? Existe uma alegria que vem de fora e outra que vem de dentro. Não estou ignorando a alegria externa. Mas há uma alegria que vem de dentro, e ela só surge quando existe simplicidade em sua vida.

É simples porque, desde o dia que respiramos pela primeira vez, essa energia reside em nós. Durante todo esse tempo, mesmo que não saibamos nada sobre isso, ela permanece em nós. Não é algo absolutamente simples? A vida quer estar contente. A vida quer ser feliz. Você quer ser feliz. Algo está acontecendo aqui, não é? Você pode se mover, falar, pensar, sorrir, chorar. Alguma coisa está acontecendo aqui, e um dia vai parar. O que é isso que está acontecendo? São seus compromissos? É o seu trabalho? São todas as coisas que você faz? São seus gostos e desgostos? Existe algo que continua acontecendo nos meus dias bons e nos meus dias maus. Tudo o que eu chamo de bom e mau é irrelevante diante do fato de que algo mais está acontecendo. O vaivém desta respiração é automático e deve-se a um fato magnífico: estar vivo. Toda complicação um dia se vai. Assim como você. O desafio parece ser encontrar o simples e permanecer aí persistentemente enquanto você estiver vivo. Não soa como um desafio – encontrar isso e permanecer aí pelo resto de sua vida? É possível. Sua alegria interna precisa ser respeitada. O amor precisa ser honrado. O maior de todos os presentes, essa tão delicada e linda respiração, precisa ser respeitado. Reconheça isso pelo próprio mérito. Agradeça pela coisa mais magnífica e, no entanto, a mais simples de todas em sua vida. O que acontece quando você respeita sua vida interior? A energia interna responde a essa honra, e a homenagem que lhe é prestada é chamada de paz. A paz é a sua recompensa. É também chamada de alegria, entendimento, clareza. É simples assim.

05/08/2009 GMT -2

Meditar

celu @ 18:31

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“Meditar traz a paz interior que permite a serenidade, desenvolve a intuição e a percepção sensível das coisas, possibilitando o desenvolvimento espiritual.(..) observar e avaliar com clareza qualquer situação do destino é preciso ter o silêncio para conseguir escutar a resposta, a transparência interna para conseguir enxergar.Para isso, é necessário romper a subjetividade imposta pelo ego e ver as coisas do ponto de vista e Princípio das próprias coisas.” ( O.Maron)

03/08/2009 GMT -2

Orgulho

celu @ 21:25

“A palavra “orgulho” tem duas conotações antagônicas: uma positiva e outra negativa. No primeiro caso, caracteriza apreciação por alguém ou por alguma coisa que tenhamos feito bem. Por exemplo: “tenho orgulho dos livros que escrevi, dos meus amigos, da minha família e do meu país”. Não vai, nessa expressão, como se vê, nenhum menosprezo a quem quer que seja. Mas há, também, um significado bastante negativo da palavra. É o que caracteriza o ato de manifestar soberba, empáfia e menosprezo pelos outros. Pessoas que agem assim arrotam “superioridade”, que de fato não têm. O povo cunhou uma expressão para quem tem essa atitude: “metido”. Alexandre Herculano, no romance “Eurico, o presbítero”, desabafa, em relação a essa postura que alguns exibem por aí: “Orgulho humano, qual és tu mais – feroz, estúpido ou ridículo?”. Creio que seja tudo isso, somado, e simultaneamente. Tenhamos, pois, “orgulho”, mas apenas de não sermos tolos assim.”

29/07/2009 GMT -2

Uma questão de escolha

celu @ 22:02

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Escolher quer dizer preferir, selecionar, optar. Toda nossa vida é feita de escolhas.
Por mais indecisos que sejamos, ao abrir os olhos pela manhã, teremos que optar entre permanecer na cama, esquecendo as horas, ou levantar.
A opção continua na primeira refeição da manhã: cereal, frutas, chá, café, pão integral, pão branco, mel, açúcar ou adoçante.
Desejar bom dia ou resmungar qualquer coisa, ou ficar calado. São opções.
Sair de carro, dar uma caminhada, correr para não perder a condução ou fazer de conta que não tem compromisso nenhum.
Ser gentil no trânsito, cedendo a vez a outro carro em cruzamento complicado, ou fazer de conta que ninguém mais existe no caminho além de você mesmo.
Não jogar nada pelas janelas do carro, ou emporcalhar todo o caminho por onde passa, tudo é questão de escolha.
Escolha de como você deseja que seja o seu dia, a sua vida, o seu mundo.
Você pode viver muito bem com todo mundo ou viver muito mal até consigo mesmo.
Você pode modificar o mau humor da sua chefia ou de seu colega de escritório, pode sintonizar com eles ou pode ficar na sua.
Você pode atender muito bem o seu cliente e ter sorrisos de retorno ou fingir que ele nem está aí, esperando que outro colega decida por atendê-lo.
Você pode se tornar uma pessoa quase indispensável, no mundo, pela sua forma de ser. Ou decidir por ser alguém que, se faltar, poucos ou talvez ninguém notará.
Contou-nos amigo nosso que, viajando por essas estradas de Deus, pelo interior do nosso Brasil, começou a sentir fome. Aproximava-se o horário do almoço e porque ele e o companheiro de viagem não conhecessem muito bem aqueles caminhos, ficaram atentos a qualquer placa indicativa de lanchonete ou restaurante. Mais alguns quilômetros percorridos e chegaram a um local que oferecia refeições.
Em cima do imóvel, escrito em letras grandes, em madeira firme, lia-se: Comida a escolê. Logo entenderam que o proprietário ou proprietária se equivocara ao escrever. Talvez pelas poucas letras que tivesse. Mas compreenderam, sem dúvida, que havia comida para se escolher.
Entraram e uma senhora muito simples os atendeu. Porque não houvesse cardápio à vista, perguntaram o que havia para lhes matar a fome.
Frango frito. Foi a resposta rápida.
E que mais?
Só frango frito. Respondeu de novo.
Mas a tabuleta diz comida a escolher. - argumentou meu amigo.
Sim. Falou a senhora, sem pestanejar. O senhor escolhe se quer comer ou se não quer comer.
Tinha toda razão aquela senhora.
Tudo é opção.
Por isso, alguns de nós, escolhemos viver em clima de felicidade, com o pouco ou quase nada que tenhamos.
Outros optamos por ser infelizes, com a abundância que desfrutamos.
Uns recebemos o diagnóstico de doença insidiosa e decidimos lutar e viver o quanto nos seja permitido. E curtimos a natureza, a praia, a montanha, os passeios com a família, o cinema, a bagunça dos netos. Outros, optamos por nos deixar morrer, sem combate.
Felicidade ou infelicidade. A decisão cabe a cada um de nós. Todos sofremos perdas, doenças, lutas, no mundo de provas e expiações em que nos movimentamos. Todos também usufruímos alegrias, conquistas, dádivas, saúde.
O que fazemos com cada uma dessas coisas é o que estaremos fazendo com o nosso dia: alegria ou tristeza; vitórias ou derrotas.
Reflita sobre isso e escolha o que você deseja para você, agora, hoje, nesse novo dia.
Abrace a alvorada que surge, viva as horas de bênçãos e quando a noite chegar, agradeça a Deus pelas felizes escolhas desse bendito tempo que se chama dia.
Amanhã, quando retornarem as horas a movimentar os ponteiros do relógio, você voltará a fazer as suas escolhas... muito boas escolhas.

27/07/2009 GMT -2

A imaginação

celu @ 19:07

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A imaginação é uma característica ímpar com que a natureza nos dotou. Tem o condão de, em infinitésimos de segundos, tornar o abstrato concreto, criar e destruir mundos e vencer distâncias imensas com velocidade maior do que a da luz. Pode contribuir para nos fazer felizes ou ser a causa de constantes pesadelos, sofrimentos e dores. Por exemplo, há muitas doenças que são apenas imaginárias e que só podem ser curadas pela própria pessoa que as padece. Há sofrimentos emocionais que existem apenas em nossas mentes, mas que, ainda assim, nos causam intensos tormentos. Em contrapartida, essa característica, exclusiva do homem, enseja grandes criações artísticas, obras monumentais e fundamentais avanços da civilização. O poeta Murilo Mendes nos lembra: “Só não existe o que não pode ser imaginado”. Portanto, manda a prudência, é preciso que direcionemos nossa imaginação sempre para o lado positivo, agradável e bonito da vida.

24/07/2009 GMT -2

Confraria clandestina (Pedro J. Bondaczuk)

celu @ 20:44

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A tradição esotérica diz que a humanidade já atingiu, por dez ou doze vezes ao longo do tempo, o ápice da civilização e retroagiu às cavernas, em consequência de catástrofes provocadas pela ganância, pela insensatez e, sobretudo, pela estupidez do homem. O cinema tem explorado muito essa possibilidade. Filmes como o “Planeta dos Macacos”, por exemplo, abordaram, posto que de maneira superficial, esse tipo de hipótese ou de fantasia, sei lá.

Está provado, cientificamente, que as grandes hecatombes aterrorizam de tal forma as pessoas nelas envolvidas, que ocorre uma espécie de amnésia coletiva entre os que conseguem sobreviver a elas. O instinto de sobrevivência sobrepõe-se a todos os valores, quer sejam éticos, morai, legais ou comportamentais. E a parte animal do ser humano prevalece, invariavelmente, sobre a razão, em detrimento desta.

Mitos? Lendas? Pode ser! Mas pode ser que não sejam. Não há como provar nem uma coisa e nem outra. O mais provável é que descrições de algumas dessas civilizações extintas, feitas por poetas, por escritores, por místicos ou por filósofos (como a da Atlântida, descrita por Platão, com base em supostos relatos feitos por um sacerdote egípcio ao líder ateniense Solon), sejam resquícios de memória coletiva adormecidos, que emergem na mente de indivíduos superiormente dotados.

Há muitos deles no mundo atual, como que escondidos, temendo falar sobre o que sabem, com receio de exposição ao ridículo. Essas pessoas, porém, têm uma responsabilidade muito grande, pelo fato de terem uma acuidade mental privilegiada. Compete-lhes guiar as massas pelos caminhos da virtude e do bem, para impedir que um novo ciclo civilizatório (o atual), em iminente perigo, se encerre abruptamente, com outra catástrofe, provavelmente nuclear. E que tudo tenha que começar de novo, virtualmente do “zero”, penosamente, por longos milênios a fio, como que num "moto perpétuo" de evolução espiritual e material e profundo e abrupto retrocesso.

O novelista espanhol, Fernando Sanchez Dragó, observa a este propósito: "Há uma determinada classe de seres humanos que são portadores da chama, por assim dizer, que formam uma confraria universal acima das idéias, acima das fronteiras; pessoas que, sem se conhecerem se reconhecem quando se vêem...e são os que se salvarão, os que estão preparados para viver, são os Noés, por assim dizer, que levam toda sua vida construindo uma arca e essas pessoas são convocadas a erigir um novo mundo".

Considero jornalistas (alguns), pelo nível de informação e de consciência que a atividade que exercem os obriga a alcançar, como sendo membros dessa “confraria da clandestinidade”, como a denomina Dragó, dessa casta especial de homens esclarecidos, desses “Noés” contemporâneos. A maioria, porém, abre mão dessa prerrogativa. Opta por exercer sua função de forma preguiçosa, convencional e burocrática, quando não arrogante. E estes, infelizmente, são os que levam vantagem nas redações e fazem estragos imensos, mesmo que não pretendam conscientemente isso.

A quanta informação fundamental, por exemplo, vedada à grande maioria das pessoas, eles têm acesso, sem que ao menos a tentem transmitir à população! É certo que, via de regra, sofrem coação – não raro da direção das empresas a que estão vinculados – para que omitam determinadas denúncias, que não deveriam omitir. Para preservar o emprego, todavia, submetem-se docilmente. Satisfazem, dessa forma, os interesses de quem os paga, em detrimento daqueles a que (pretensamente) se dispuseram a servir: o público.

Assim, muita coisa que poderia (e deveria) ser evitada, acaba não sendo. Guerras que poderiam morrer no nascedouro (como a do Iraque), merecedoras do repúdio generalizado (como todas, por sinal) por sua inutilidade e perversidade, acabam sendo aceitas passivamente, por uma população mal-informada e desinteressada, e até apoiadas por ela, mesmo que “beneficiem” somente à poderosa indústria de armamentos, de olho apenas em lucros, não importa a que preço.

Esses jornalistas, convocados a erigir um novo e maravilhoso mundo, que por uma razão ou por outra abrem mão dessa convocação, contribuem, com sua omissão (para não dizer covardia), para que os riscos se multipliquem. Que tal se pelo menos aproveitassem o que já está feito e tentassem melhorar o que aí está?!

Que tal se buscassem – mas sinceramente, e com todo o empenho – mudar o coração dos tiranos, dos néscios, dos arrogantes, dos alienados, dos violentos, dos obcecados pela cobiça e dos ignorantes, para que a catástrofe não sobreviesse e a civilização, em vez de morrer, e dos sobreviventes (caso haja, é claro), em vez de terem de recomeçar do zero, aperfeiçoassem o que já existe, e erigissem sociedades justas, harmoniosas e equilibradas?! Utopia? Pelo que se vê hoje em dia, sem dúvida alguma! Mas poderia não ser!

21/07/2009 GMT -2

Ceticismo

celu @ 23:50

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O ceticismo é um veneno que contamina a alma e tolhe as ações de quem se entrega ao seu domínio. Impede que as vítimas façam coisas além das indispensáveis, por não crerem em nenhuma finalidade superior da vida. O cético é pior do que o absolutamente crédulo. Não acredita em nada e ninguém e vive por viver. Com o tempo, amargurado e infeliz, finda por se tornar parasita, peso morto para si e para os que o rodeiam. É renitente desconfiado, não coopera com ninguém e se mantém sempre omisso. Affonso Romano de Sant’Anna escreveu, numa de suas tantas crônicas: “O ceticismo é o barateamento de uma certa filosofia. O cético não vive, desconfia. Não participa, espia. Não faz, assiste”. Claro que não devemos acreditar, sem o devido senso crítico, em tudo o que ouvimos, lemos ou vemos. Mas a moderação é essencial. Afinal, os extremos são sempre nocivos e a virtude está no meio. Nem tanto ao céu, nem tanto à terra, manda a prudência.

19/07/2009 GMT -2

Há pessoas...

celu @ 19:45

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“Há pessoas que crêem que o universo e a vida sejam frutos de mera casualidade e que, por isso, não têm qualquer finalidade. Acreditam que tudo se originou da inusitada explosão de um conglomerado de matéria e de energia, hiper-concentrado, de dimensões ínfimas, que se expandiu e resultou em estrelas, planetas, constelações, galáxias etc. Há os que vivem por viver, sem questionar a razão, a natureza e a finalidade de nada. Mas há, também, os que intuitivamente “sentem”, e por isso “sabem”, que nada é casual. Que tudo tem finalidade superior e nobre. Que o universo, para ser tão complexo e perfeito, tem que ter uma inteligência superior que o comande e ordene. Crêem que para haver relógio é necessário que haja um relojoeiro. O filósofo Immanuel Kant é um deles e constata: “O coração humano recusa-se a acreditar num universo sem uma finalidade”. Nada faz sentido, portanto, se não se crer na existência e onipotência de Deus!”

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