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Dois lagos, duas filosofias, uma vida

14
Maio
2008
celu — @ 19:18

Na Terra Santa, há dois lagos alimentados pela mesma fonte: o Rio Jordão. Ficam situados a alguns quilômetros de distância um do outro. Mas ambos possuem características bem distintas entre si. Um é o Lago de Genesaré, também conhecido como Mar da Galiléia ou  Lago de Tiberíades.lagotibe.jpgO outro é o chamado “Mar Morto”.

marmor.jpg

O primeiro é azul, cheio de vida e de contrastes, de calma e de ondas. Nas suas margens, refletem-se as flores  amarelas dos seus prados. O Mar Morto é uma lagoa densa e de água salgada, em que não há vida.A água que vem do rio, ali fica estagnada. O que é que faz destes dois lagos, alimentados pelo mesmo rio, lagos tão diferentes ? Simplesmente isto: O Lago de Genesaré transmite generosamente o que recebe. A sua água, quando ali chega parte de imediato para remediar a seca dos campos. Sacia a sede dos homens e dos animais. É uma água altruísta. A água do Mar Morto estagna-se. Adormece. É salgada. Pesada. Mata. É uma água egoísta, estagnada, inútil.  

Com as pessoas, passa-se o mesmo. Recebem a vida da mesma fonte. As que vivem com generosidade, dando-se e oferecendo-se aos outros, geram vida e fazem viver. As pessoas que, com egoísmo, recebem, guardam e não dão, são como água estagnada, que morre e causa a morte à sua volta. Muitas pessoas  se parecem com o Mar Morto: só recebem, acumulam, não se dão e assim constroem uma vida amarga, desgraçada e infeliz. São extremamente salgadas; intragáveis. Há outras, porém, que dão e se oferecem a si mesmas com generosidade e sem nada esperar como recompensa… Estas são as pessoas mais felizes do mundo. Quanto menos partilhamos mais pobres nos tornamos. Quanto mais nós damos, mais recebemos. O que acumula apenas para si, chama desesperadamente pela infelicidade e esta vem ter com ele. Recebe de graça e não reparte acumula só para si e apodrece; enquanto o que reparte, divide, planta, colhe, refloresce. Somente em Deus espera e a Seu tempo acontece. Pode até perder aquí… Mas colherá na eternidade…O que partilha, abre a porta à felicidade...

Rastros de esperança

12
Maio
2008
celu — @ 15:17
passos.jpg 
Quando nos dispomos a “ouvir” alguém com uma postura de não diretividade ou interferência  percebemos que o sentimento mais forte compartilhado, é o da esperança.
Da parte de quem nos procura para ser ouvido existe esperança de se reencontrar e se reorganizar emocionalmente. Da nossa parte, deve existir grande esperança de que a outra pessoa possa se sentir valorizada e acolhida, encontrando assim as condições necessárias para escolher soluções adequadas para seus dramas, ou aceitação e reconhecimento de seus sentimentos, recebendo apoio e não críticas como é comum.
Nossa tarefa, bem o sabemos, não é salvar vidas e sim, criar condições para que a outra pessoa perceba o quanto a sua vida é valiosa e quanta coragem ela traz, sem às vezes perceber. Através de uma relação de ajuda estabelecida, tentamos despertar na outra pessoa suas potencialidades e isso começa com a esperança. Isso significa o desejo de que essa pessoa consiga resgatar seu auto-valor pela confiança que nela depositamos.
Desapegados da idéia de superioridade, trabalhando para o desenvolvimento da verdadeira humildade, e reconhecendo nossos limites e as próprias fragilidade, buscamos fortalecer a esperança em um mundo melhor, mais fraterno e pacífico, sendo que nossa maneira de contribuir é oferecer apoio e calor humano.
Podemos sentir que o respeito que colocamos à disposição se transforma em “rastros de esperança” de uma vida mais digna para a outra pessoa e de uma gratificante sensação de contentamento para nós. Existe uma definição desse sentimento: “Contentamento é ter a clareza e a convicção para ver que além do presente existe um bom futuro, não só para mim mas para tudo. Sentir na alma que o movimento inteiro da vida é em direção ao que é bom, sentir que todas as montanhas têm seus vales, que todo deserto tem seu oásis.”
Compartilhando esperanças, buscamos transformar a compreensão no melhor presente que podemos ofertar, e como a vida é uma troca constante, recebemos coragem e entusiasmo para prosseguir.

Dever ser e aceitar-se

09
Maio
2008
celu — @ 15:44

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De vez em quando fico pensando sobre duas “conversas” que nos rondam o tempo todo: a conversa do “dever ser” e a conversa do “aceitar-se”. A conversa do “dever ser”, de conversa, apenas, não tem nada, pois é muito mais uma velha postura, incorporadíssima por aí. Chamo-a de mania que o mundo tem – lembre-se de passagem, o mundo somos nós – de ditar comportamentos, de padronizar jeitos de ser, de categorizar tudo o que se faz, o que se fala e o que se sente de bom ou de mal, admirável ou detestável. E a outra conversa é ainda uma voz fraquinha, mal-ouvida e pouco assimilada, mas que vem dizendo às pessoas para se libertarem dos padrões, para serem elas mesmas, para dizer um basta aos modelos, aos julgamentos.Talvez porque a gente ande muito massacrado pelo longo império do “dever ser”, ouvir falar sobre o aceitar-se é empolgação na certa e a sensação é que se achou a saída. E, pessoalmente falando, experimento que se aceitar é um grande passo, um remédio poderoso. Aceitar tudo em si. Às vezes, não gostar, mas aceitar. Às vezes, não concordar, mas aceitar. Envergonhado, descontente, frustrado, arrependido, aceitar-se sempre. Bom, mas a novidade mesmo é que eu tenho pensado que apesar dessa aceitação ser limitada, ela não pode ser sempre passiva. Ao contrário, muitas vezes, ela deve ser seguida de uma ação; ela vem, então, para acalmar a tempestade e instalar calmaria necessária à transformação. Vejo que só o aceitar-se sem uma auto-crítica (e esta combina com aceitar-se), em um momento seguinte, é inócuo, não constrói nada. Pelo contrário, se levado ao exagero, pode fazer surgir pessoas muito centradas em si mesmas e desatadas do mundo ao seu redor. E é aí neste ponto, que essa história de “dever ser” não me soa tão ruim assim. No fundo, ela guarda sabedoria, experiências de outros concatenadas com o tempo e que nos servem de orientação ao “transformar-se”, tão vital a uma vida saudável e leve quanto o “aceitar-se”. Enfim, a velha conclusão do equilíbrio: se o “dever ser” nos restringe, poda, emudece, sufoca tanto, ater-se a ele cegamente é se escravizar e na certa ser infeliz. Mas, por outro lado, o aceitar-se sem parâmetros e sem rédeas também guarda seu perigo. Creio que devemos ter o “dever ser” em mente, mas sermos livres, independentes para que, aceitando com muita suavidade e sem revolta todas as nossas características, possamos então nos transformar aos poucos, naquilo que precisamos, cortando nossas arestas e, enfim, concretizando nossa maior vocação que é a de sermos felizes.

O sonho

08
Maio
2008
celu — @ 16:27

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Nossa alma tem o seu próprio relógio ( Flávio Gikovate)

07
Maio
2008
celu — @ 19:05

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Com um computador, a razão pode nos mostrar, em pouco tempo, onde estão nossos conflitos. Mas a mudança de atitude obedece ao tempo da emoção, lento como o crescer das árvores.
Quantas vezes já ouvi de clientes meus, depois de lhes dar alguma interpretação, ‘coisas do tipo’: “Ta bom. Mas, agora, o que é que eu faço?” ou “Como tenho de me comportar para me livrar dos meus problemas?” Estas perguntas são totalmente desconcertantes. De nada adiantam as sugestões e os conselhos se a pessoa não está pronta, preparada para ousar novas atitudes ou posturas de vida. Não adianta dizer a uma mulher angustiada, em pânico diante do fato de que esta noite receberá 15 pessoas para o jantar: “Tenha calma. É apenas um jantar, as pessoas vêm aqui para conversar e não para julgar sua competência como dona de casa”. Ela continuará nervosa do mesmo modo. Não será capaz de relaxar e se descontrair, a não ser que haja alterações na sua autoconfiança, a não ser quando ela estiver menos preocupada com o julgamento que as outras pessoas fazem dela.
Para as coisas da alma não adianta ser prático e muito menos apressado. As mudanças interiores mais substanciais não se processam de um dia para outro. O fato de a pessoa saber exatamente porque está se sentindo insegura e com medo pode provocar algum alívio. Mas não é a solução dos seus conflitos. Esse é apenas o início de um processo interior, que poderá levar anos para se consolidar. Sim, anos. Temos que nos habituar à idéia de que nosso mundo emocional não caminha na mesma velocidade da nossa razão. Existem dois tempos diferentes dentro de nós: o da razão, rápido como as operações de um computador, e o das nossas emoções, lento e sólido como o crescer e o florescer das árvores.
Quando somos pessoas honestas intelectualmente, ou seja, quando buscamos saber a verdade a nosso respeito, mesmo que ela nos pareça amarga e dolorosa, conseguimos fazer grandes avanços no plano racional, em pouco tempo. Os avanços racionais dependem da honestidade e também da acumulação de conhecimentos. Cada novo dado de aprendizado corresponde a uma peça a mais do quebra-cabeça da vida, que passa a fazer parte do nosso mundo mental. A gente vai acumulando cada vez mais peças e, de repente, nós conseguimos formar a figura que tanto buscávamos. É um trabalho de paciência, pois o processo é lento e o caminho é longo. Quanto mais conhecemos, mais chances temos de compor nossas explicações e nossas soluções.
Cada cérebro registra de um modo o mundo que nos cerca e as peculiaridades de cada mundo interior. Registra cada novo dado de conhecimento e compõe o quebra-cabeça de uma forma muito individual. Aqueles que, como eu, são amantes da liberdade não gostam de propor fórmulas prontas; preferem que cada pessoa conclua por seus próprios meios e de acordo com seus discernimento. Preferimos a “alta-costura” psicológica ao invés da “produção em massa”. As idéias e conceitos têm que caber corretamente em cada pessoa e isso só ocorre se cada um tirar suas próprias conclusões. Aos profissionais de psicologia cabe apenas revelar os dados que sua experiência permitiu acumular e ajudar as pessoas a desenvolverem a confiança na sua própria forma de ser e de refletir. Além, é claro, de alertá-las quando surgem as inevitáveis tendências para interpretações menos dolorosas, porém falsas.
Na medida em que a razão se conscientiza da necessidade de alguma mudança e compõe claras metas de onde quer chegar, inicia-se o longo processo de alterações no mundo emocional. Essas alterações dependem muito da coragem para se experimentar as situações que provocam o medo e a angústia. E a coragem vem justamente das convicções da razão. No exemplo da mulher insegura, quando recebe visitas em casa, poderá existir uma tendência para que ela evite a situação por medo. Se isso acontecer, ela nunca irá se modificar. Terá de ter a coragem de experimentar, terá de ter seus fracassos e sucessos. Terá que refletir muito sobre porque foi que ela errou. Terá que perceber que o fracasso determina uma dor muito forte, porém suportável. Aos poucos, com a repetição de situações semelhantes, ela se sentirá cada vez mais segura e confiante. Sempre terá um certo medo de que as coisas não saiam ao seu agrado e isso é absolutamente normal quando a responsabilidade é nossa e a auto-estima está em jogo. Os atores sempre ficam um pouco nervosos ao entrar em cena, mesmo quando estão há meses fazendo o mesmo espetáculo. Cada dia é um dia, e o sucesso de ontem não garante nada de absoluto para hoje.
A coragem vem de convicções fortes e definidas. Vem da razão e do esforço de entendimento de si mesmo. Ela é como uma locomotiva que puxa os vagões dos nossos hábitos, medos e inseguranças. Aos poucos conseguimos caminhar. E quanto mais caminhamos, maior se torna a nossa coragem e vontade de evoluir como ser humano. Talvez seja este o maior objetivo de nossas vidas: deixar o planeta, 70 ou 80 anos depois, um pouco melhor do que quando aqui chegamos.

Remédio para a discórdia

06
Maio
2008
celu — @ 17:31

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 “Tratar os outros como queremos que os outros nos tratem”. Não podemos encontrar guia mais seguro como padrão para o que devemos fazer aos que nos procuram, aos colegas, e a todas as pessoas em geral. Resume todos os deveres de uma pessoa para qualquer outra. Com que direito exigiríamos de nossos semelhantes melhor procedimento, mais indulgência, mais benevolência e aceitação para conosco, do que cada um de nós tem para com eles? A prática dessa máxima nos conduz à destruição do egoísmo. Quando todas as pessoas a adotarem como regra para todas as suas atitudes, e para base do ambiente em que vivem, certamente se praticará a verdadeira civilidade e entre nós reinará uma paz, uma justiça, e uma benevolência mútua, capazes de dissolver qualquer discórdia que por ventura venha a nos atingir.

Teremos tão somente, união, concórdia e benevolência mútuas, pilares de sustentação da fraternidade dos grupos bem constituídos.

Homem também chora

04
Maio
2008
celu — @ 19:53

homemchorando.JPG 

Homem que é homem não chora. Eis uma afirmação que contém duas grandes e perigosas mentiras.

A primeira, a de que chorar é um ato para seres frágeis, que não sabem suportar as dificuldades que a vida apresenta; que o choro não combina com a força e a segurança representadas pela figura masculina, que isso está identificado com as mulheres.

A segunda mentira consiste em acreditar que isso é coisa do passado.

Os homens lideram os índices de suicídio. De acordo com o Ministério da Saúde, 80% dos suicidas são do sexo masculino. Eles são a maioria entre os viciados em álcool e drogas, bem como são os que lotam clínicas psiquiátricas por possuírem problemas mentais não-naturais, ou seja, aqueles que não nascem com debilidade mental e a adquirem no curso da vida.

Por que isso ocorre? Porque eles possuem racionalidade e competitividade mais acentuadas. Suas vidas são comumente estabelecidas num “jogo de perde e ganha”, do “tudo ou nada”, sendo que isso pode resultar no fim da própria vida. Essas características, juntamente com os preconceitos enraizados, fazem com que os relacionamentos dos homens com seus pares, com as mulheres e com o meio, sejam freqüentemente destrutivos.

É um grande equívoco atribuir à emancipação das mulheres a culpa pelo agravamento desse comportamento destrutivo. A falsa concepção do que seja “masculinidade” (que é um conceito estereotipado construído com idéias que, na maioria das vezes, não possuem nenhuma relação com a realidade) é introduzida no homem no início da formação de sua personalidade, principalmente na infância. Isto provavelmente independe de a mulher estar ocupando mais ou menos espaço no mercado de trabalho; de ela estar mais ou menos presente no lar como dona de casa.

A verdade é que, diante das dificuldades que a vida apresenta, as mulheres em geral sofrem, choram, desabafam com seus confidentes e descobrem que o problema não é tão grande assim; e os homens sofrem, guardam para si e “entram em parafuso”, entregando-se aos vícios que aniquilam com sua saúde ou se matam.

Um exemplo claro disso é a perda de emprego. As mulheres sofrem pela perda do posto de trabalho, lamentam com amigos ou amigas, choram e depois concluem que podem encontrar um emprego melhor ou que as coisas melhorarão. Já muitos homens entram em pânico ao descobrir que são dispensáveis, não falam com ninguém porque acham que essa história de ter confidentes é coisa de homossexual (um grande medo dos homens é ter questionada a sua sexualidade), concluem que são uma decepção como provedores ou como “machos”, e aí começa o martírio.

Para modificar esse quadro, muitos homens já perceberam que é preciso desenvolver seus aspectos emocionais; que abrir o coração não é ficar vulnerável; que ombro amigo é um excelente apoio para os momentos difíceis; que desabafar não diminuirá em nada sua masculinidade. Enfim, que eles podem chorar. Podem, também, procurar alguém para desabafar.

Seja sincero com seus semelhantes.

03
Maio
2008
celu — @ 15:11
Evite o sentimento negativo da falsidade, que rebaixa seus valores e sua conduta moral. Não há quem suporte o falso, que se esconde atrás da máscara da hipocrisia.
Respeite as pessoas que lhe depositam confiança e esperam o retorno com lealdade e presteza. O ser humano colhe exatamente o que planta, se você, no íntimo, nutre sentimentos mesquinhos, atrairá para si pessoas mentirosas e fracas de espírito. A amizade é o maior tesouro do mundo, e você deve preservar os amigos que tem, para viver bem consigo mesmo.
Seja sincero, para que viva cercado de amigos leais.

Diálogo mortal...

30
Abril
2008
celu — @ 15:12

figuradrogas.jpg 

TRAFICANTE - Fala aê mermão...
FILHO - Me arruma um pó de cinqüenta.
TRAFICANTE - Segura aê...
FILHO - Valeu.
TRAFICANTE - O pó tá acabando...
mas amanhã a gente vai invadir o morro ali do lado.
Vamú tomá as boca e ficá cus bagulho...
FILHO - Já é. Demorô.... invade mermo... domina geral...
Se entrar na frente mete bala de "AK".
TRAFICANTE - Valeu, "preibóy"... É nois...

(no outro dia.....)
MÃE - Bom dia meu filho... que cara é essa...??
FILHO - Nada...
MÃE - Você está bem?
FILHO - Tô bem, pô!! Que saco.... me deixa em paz...merda.
(a essa altura, o filho ainda drogado se tranca no quarto.
A mãe preocupada bate da porta...)
MÃE - Meu filho... estou indo pro trabalho... deixei seu café pronto,
um beijo, fique com Deus.
FILHO - Não enche... vai logo...
(a mãe pega o carro e se dirige ao trabalho,
quando de repente em uma rua qualquer..)

TRAFICANTE - Paraê Tia... perdeu... perdeu...
TRAFICANTE - Sai... Sai... Sai...
(em desespero a pobre mulher tenta fugir e arranca com o carro
- uma rajada de tiros acontece...)
(em casa o telefone toca...)
FILHO - Alô!
POLICIAL - Quem fala?
FILHO - Quer falar com quem?
POLICIAL- Aqui é o Tenente Alberto,
eu poderia falar com algum parente da Sra. Rita?
FILHO - Po...polícia?? (o filho desliga o telefone sem ouvir o policial).
Minutos depois ele sai de casa pra comprar mais pó. Logo a frente tem
(uma visão terrível...)

FILHO - Mãeeeeeeeeeeee !!! Não! Não!
FILHO - Como isso pode acontecer?
POLICIAL- Sinto muito, traficantes tentaram roubar o carro
de sua mãe pra invadir um morro... eles a mataram.
FILHO - Mãee! Nãão...


 morte.gif

Antes de "Curtir" uma onda nova
Antes de dar um tequinho inocente,
Antes de Fumar um Bagulinho natural,
Antes de dar Dinheiro ao Traficante para que eles comprem um Arsenal
E Matem alguém que você realmente gosta,
Pare e faça algo que você não faz há muito tempo...

PENSE!
 

Isso tudo que está acontecendo é culpa de quem usa drogas
E enche o bolso de muitos infelizes ( Traficantes),
Vítimas e Heróis de certas autoridades.

Vamos passar pra frente esse Protesto!!!

"Quem compra drogas patrocina a violência."

Escutatória

28
Abril
2008
celu — @ 15:59

ouvir.jpg 

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caieiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia alguma.”

As árvores e as flores entram, caem num mar de idéias e perdem sua simplicidade de existir. Então o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver é preciso que a cabeça esteja vazia. Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.

Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo somos os mais bonitos...

O que as pessoas mais desejam é que alguém as escute de maneira calma e tranqüila, em silêncio, sem dar conselhos, sem que digam – “Se eu fosse você...” A gente ama não é a pessoa que fala bonito; é a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa.

E é na não escuta que ele termina.

(Adaptação do texto de Rubem Alves)