Você é normal?

Vivendo em uma sociedade extremamente competitiva, onde a cultura da comparação entre pessoas e posses está sempre presente, os conflitos existenciais caminham na direção de uma progressão aritmética, a tensão aumenta mês a mês, ou os mais habilidosos, os que se adaptam com maior rapidez ou facilidade, sentem esse acúmulo opressivo, em períodos mais longos de ano em ano.
Um grande número de pessoas, possui uma capacidade de adaptação mais lenta (entende-se que o meio é opressivo, para que ela tenha que adaptar-se), e não há mais tempo para pensar, é preciso urgentemente respostas mais rápidas para os desafios constantes, então, de forma semelhante ao preconceito, a pessoa procura saber o que é normal, significa que “ela” pessoa em grande número, quer saber o que a maioria das pessoas fazem ou fariam nesse caso conflituoso que ela vive, sem condições de perceber plenamente se as conseqüências dessa escolha, são ou não melhor para ela.
Em muitos casos o medo da rejeição é grande, além da tendência humana e natural de desejar ser aceito e querido pelas outras pessoas, então ser normal, seria ter o mesmo comportamento que a média tem, se a escolha for errada, a pessoa dirá que a maioria também erra, e nesse caso, “é normal errar”.
Aos poucos as pessoas passam a pensar que normal e sadio são sinônimos.
- É normal que pessoas que vivam amontoadas em grandes centros urbanos, sejam neuróticas?
- É normal que pessoas carentes, corram atrás de “STATUS”?
- É normal que adultos ou crianças, que jogam e assistem filmes violentos com freqüência se tornem agressivas e desajustadas?
- É normal que com tanta pressão, as pessoas sejam hostis?
- É normal darem mais importância ao Ter do que ao Ser?
- É normal que sem privacidade a pessoa tenha menor capacidade de ajustamento?
- É normal que dentro de ambiente sadio, surjam comportamentos construtivos?
- É normal que para se defender de uma sociedade, falsa, mercenária e hipócrita, ele passe a fazer o mesmo?
Cuidado! Normal não é sinônimo de sadio.

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