Crítica é julgamento

No dicionário, criticar é julgar produções ou manifestações de caráter intelectual, e julgar é decidir como juiz, sentenciar, formar opinião ou juízo crítico, avaliar. Então, quando julgamos alguém, colocamos nossos valores, crenças; esquecemos totalmente da empatia, um dos fundamentos básicos, para quem quer trabalhar a sua reforma íntima e fazer para si, uma nova proposta de vida. Porém, é muito difícil receber tudo isso de pessoas que sequer conhecem nosso caráter, nosso íntimo. E será que nós não fazemos o mesmo com as outras pessoas???? Ao falarmos mal de alguém ou de alguma coisa, aí, estamos censurando ou desmerecendo esse alguém, naquilo que ele é. Nosso dia a dia é muito atribulado, e às vezes, nem paramos para pensar e já vamos criticando e julgando por coisas sem muita importância, só que não queremos ser criticados e nem julgados, então só olhamos para os defeitos dos outros, o que é muito simples e cômodo. Mas, antes ou depois, não sabemos bem, de ser um julgamento, pode ser considerada uma análise dos resultados obtidos por quem está sendo criticado. Acreditamos que quando se trata de retratar a verdade, o que poucos conseguem, a crítica é mais um julgamento, porque muitos aprendizados são tirados desse relato. Como exemplo, podemos citar a crítica artística, a crítica educacional, principalmente quando falamos de filhos. Outra crítica que não consideramos julgamento é aquela apresentada “olho no olho”, com o criticado, mostrando e se possível convencendo verdadeiramente a outra pessoa dos “erros” cometidos. Aquela crítica feita pelas costas, sem que o criticado tenha oportunidade de defesa ou até mesmo de desmentir o mal entendido. É uma crítica “fofoca” que passa por duplo julgamento, principalmente, quando o ouvinte ou seja o mau ouvinte se encontra disponível para ajudar no massacre ou inverdades sobre o criticado. Acreditamos que se nos fixássemos primeiramente no sentimento que a levou a agir daquela forma, talvez pudéssemos entender melhor, aquela atitude sem ser necessário, partir para a crítica e o conseqüente julgamento. Só nos resta colocarmos em prática o Sentir, Pensar e Agir. Só assim não estaremos julgando com tanta facilidade e possivelmente preocupados em sermos julgados, essas duas situações que caminham lado a lado, e que não devem fazer parte nos nossos relacionamentos.

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