A Convivência Humana

As relações de convivência humana se deterioram no seio de um grupo social quando, em maior ou menor grau, acontecem as seguintes atitudes:
- Quando os indivíduos adotam posições radicais, sem querer enxergar o lado do outro, ou seja, posições egocêntricas, indivíduos fechados em si mesmo, que gostariam que os demais pensassem e agissem conforme o seu ponto de vista, nunca se colocando no lugar do outro;
- Quando há carência de diálogo, entendido como um canal aberto e direto de comunicação, como acontece na amizade verdadeira, onde podemos ser ouvidos, falar o que pensamos, sermos considerados e respeitados;
- Quando há excesso de conversas paralelas, fofocas, pontos de vistas apoiados em falsas informações, acúmulo de situações mal resolvidas, acarretando falta de confiança, ressentimentos, mágoas, rancor e até outros sentimentos piores;
- Quando há carência de amor verdadeiro e reconhecimento mútuo, não bastando o reconhecimento dos bons feitos, mas também o valor de cada um como pessoa humana, como ser imperfeito que somos, mas dotados de um coração, de sentimentos, de razões, de uma história de vida, de circunstâncias na vida e, principalmente, de limitações que só o tempo dará jeito;
- Quando há carência do senso de justiça, o qual é capaz de impedir que alguém faça com o outro aquilo que não gostaria para si, quer seja com palavras, atos ou mesmo com indiferença e desprezo;
- Quando há carência de mediadores dispostos e capazes de mostrar um ponto de vista mais nobre e elevar o pensamento mais além do problema em si, clareando as situações e harmonizando os corações, pois a omissão é tão grave quanto a própria contribuição para a desarmonia;
- Enfim, quando as palavras bonitas estão presentes na boca das pessoas, mas ausentes do coração, atestando a falta de uma regra básica de convivência: Ver as qualidades nos outros e os defeitos em si, o inverso nunca funcionou, não funciona e nunca funcionará em prol da harmonia.
Escrevi estas palavras após refletir algumas situações em que vivi, vivenciei e me enquadrei, compreendendo que para resolver qualquer problema temos que ser mais fortes do que o problema em si e não nos envolver com as situações alheias. Sempre nos balizando pela ética, respeito, confiança e o pensamento na razão maior: O Amor. (Paulo Afonso Conde)

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