Ciclo da Vida
Na natureza, tudo se processa segundo ciclos: Ciclos Biológicos, Ciclos Metabólicos, Ciclos Históricos, Ciclos Planetários, dentre outros.
O desenvolvimento, crescimento e atualização por nós seres humanos também se processam de forma cíclica. É o que denominamos Ciclo da Vida.
A vida em sua riqueza oferece-nos um número de oportunidades de desenvolvermos e usarmos todas as capacidades potenciais que adquirimos no processo evolutivo.
A esse conjunto de oportunidades, às vezes, defensivamente damos o nome de problemas.
Para nos relacionarmos com os fatos da vida, nós usamos funções que se arranjam e se re-arranjam continuamente. Dentre essas funções, as de maior relevância, no momento, são: ação, sensação, razão, sentimento e intuição.
Na sociedade atual valorizamos a ação, a sensação e a razão, em detrimento do sentimento. (A intuição é uma função do futuro). Temos convivido com esse fato desde fases tão precoces de nosso crescimento que esses padrões já fazem parte de nós mesmos.
Ultimamente, temos percebido que as funções que promovem a satisfação mais completa de nossas necessidades só acontecem quando utilizamos adequadamente todas as nossas funções disponíveis: Percepção do Fato > Sentimento > Pensamento > Ação
Ao fazermos o caminho inverso, estaremos “atropelando” o ciclo da vida.
Quando nós estamos em crise e nos sentimos ameaçados, temos dificuldade em usar todas as nossas funções e utilizamos aquela que nos é mais familiar, desprezando as demais. Disso decorre que muitos dados da situação são excluídos. Daí as atitudes que tomamos nesses momentos não nos satisfazerem.
No nosso cotidiano, muitas vezes ouvimos dizer que “uma pessoa é só coração”. Provavelmente essa pessoa avalia os fatos e promove suas ações, primordialmente, pela função sentimento. Outras vezes, dizemos que “uma pessoa é “fria e calculista”. Provavelmente, avalia e age mais pela razão.
O desenvolvimento e uso adequado de todas as nossas funções parecem ser promovidos pelo auto-conhecimento e/ ou pelo sofrimento.
Muitas pessoas , na maioria das vezes, estão sofrendo (sentimento). Como elas provêm dessa mesma sociedade que lhes ensinou o uso da razão, mas não do sentimento, elas se sentem incapazes ou com pouca habilidade para “solucionar” as questões que as incomodam, agridem, magoam, etc.
Se nós formos capazes de recebê-las com aceitação, respeito, compreensão e confiança, dando-lhes oportunidades de compartilhar conosco suas vivências emocionais, permitindo-lhes sentir seus sentimentos sem estarem ameaçadas por julgamentos, críticas ou restrições, é muito provável que elas possam caminhar no ciclo da vida sem “atropelamentos” ou “emperramentos”.
No entanto, devemos estar atentos, pois de forma semelhante a um triângulo a pessoa “navega” em qualquer direção, no tempo e no ritmo que lhe são próprios.
O recurso que temos para lhe facilitar esse processo é a nossa mais profunda compreensão. Ao nos esforçarmos genuinamente para aceitá-la e compreendê-la, as respostas compreensivas mais adequadas aflorarão.
Se fizermos reflexos de sentimento afetivos, cuidadosos, quando a pessoa estiver compartilhando conosco seus sentimentos, se fizermos reiterações adequadas quando ela nos relatar seus pensamentos e ações, é possível que naturalmente ela vivencie o ciclo, se não naquele momento, talvez mais tarde, quando tiver refletido mais. Dessa forma. Estaremos respeitando-a e não “atropelando” o seu ciclo.

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del.icio.us
Celu,
Muito interessante o seu texto aqui e da no que pensar e reavaliar muitas coisinhas na forma que agimos. Um beijo grande.
Fiquei sem meu blog. Ele sumiu..rs..rs.
beijo
Lucia
Lucia | 21-10-2008 - 20:43:36 GMT -2 #