Conhecendo a nós mesmos
“Em boa parte de minha vida, tenho trabalhado e estudado junto com pessoas que sofrem de atenção, carinho, amor e principalmente, de um incômodo terrível que se aninha em nossos pensamentos, ou seja, por não ter sido "nada" na vida. Este “nada” é aquele "nada" profissional... E neste momento, fatídico, nos “derretemos” em prantos.
As nossas insatisfações começam a partir do momento em que não nos sentimos úteis no ambiente em que vivemos. A partir do momento em que nos cresce a vontade de viajar e ter uma vida de qualidade e concluímos que o salário que temos, não dá sequer para sonhar. E assim, desenvolve-se em nossa mente um “vírus” que começa a exigir mais e mais... Transferimos os nossos problemas para nosso tipo de trabalho, para a qualidade de amigos que temos, para a nossa família, para nosso companheiro, nossos filhos, e por último, para nós mesmos.
A insatisfação cresce ao mesmo tempo que alimentamos o "vírus". Passamos mais horas a relembrar do que "não" fizemos, do que a fazermos "algo" que realmente venhamos a modificar a nossa situação atual.
A única maneira de reparar este erro, é deixar de pensarmos e falarmos de maneira depreciativa dos tempos passados e olharmos para o presente. Procurar a maneira mais agradável de começarmos outra vez, dentro das nossas necessidades e possibilidade. Fazermos coisas que se encaixem com a nossa idade, mesmo que avançada, e tentar nos realizar a partir deste novo intento. Não será impossível, porque agora, já saberemos muito acerca de nós mesmos. Que assim seja!”

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