Orgulho
“A palavra “orgulho” tem duas conotações antagônicas: uma positiva e outra negativa. No primeiro caso, caracteriza apreciação por alguém ou por alguma coisa que tenhamos feito bem. Por exemplo: “tenho orgulho dos livros que escrevi, dos meus amigos, da minha família e do meu país”. Não vai, nessa expressão, como se vê, nenhum menosprezo a quem quer que seja. Mas há, também, um significado bastante negativo da palavra. É o que caracteriza o ato de manifestar soberba, empáfia e menosprezo pelos outros. Pessoas que agem assim arrotam “superioridade”, que de fato não têm. O povo cunhou uma expressão para quem tem essa atitude: “metido”. Alexandre Herculano, no romance “Eurico, o presbítero”, desabafa, em relação a essa postura que alguns exibem por aí: “Orgulho humano, qual és tu mais – feroz, estúpido ou ridículo?”. Creio que seja tudo isso, somado, e simultaneamente. Tenhamos, pois, “orgulho”, mas apenas de não sermos tolos assim.”

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