Emoções penosas e incômodas

“Os sentimentos são a maneira de nos percebermos. São a reação ao mundo que nos circunda. Cada um de nós age de acordo com os sentimentos que tem. Compreender nossos sentimentos é compreender a reação ao mundo que nos rodeia.Temos de reconhecer, aceitar e manifestar os nossos sentimentos. Não podemos negá-los, reprimi-los ou racionalizá-los.
O modo de lutar com nossos sentimentos e de trabalhá-los, será o ponto-chave para eliminar os conflitos.
O mais importante, em qualquer forma de terapia é aprender a maneira de descarregar os sentimentos: a mágoa, a perda, a ansiedade, a raiva, a culpa, a depressão. Quanto mais reprimidos forem os sentimentos, menos energia teremos para ser nós mesmos.
O primeiro passo para libertar-se de emoções penosas, para descarregar os sentimentos é ser honesto com eles, o que significa declarar a verdade sem desculpa ou defesas, sem fingimentos nem restrições. Ou seja, reconhecer, aceitar os sentimentos.
O segundo passo para libertar-se de emoções incômodas, para descarregar os sentimentos, é manifestá-los abertamente, colocá-los para fora.
Por exemplo, para descarregar a raiva, devemos reconhecê-la e dirigi-la para um alvo determinado. A raiva, que é resultado da mágoa, tem de ser identificada. E a melhor maneira de libertar a raiva é partilhar a mágoa com a pessoa que nos ofendeu. Dizer: “Você me ofendeu, tenha mais cuidado no futuro”. Procure um encontro com ela, telefone-lhe, escreva-lhe uma carta. Também, pode-se desabafar a raiva por meio de exercícios de ginástica, tarefas domésticas que consumam energia, dando uns murros no travesseiro da cama, fazendo esportes... Outros sentimentos, como a ansiedade, o medo, a culpa e a depressão..., podem liberar-se, superar-se, enfrentando-os. E a melhor maneira de enfrentá-los é admiti-los, aceitá-los, manifestá-los abertamente. Quando manifestamos abertamente nossos sentimentos, estamos menos ansiosos. No caso do sentimento de culpa este nos acompanha, porque não nos perdoamos, e não nos perdoamos porque não aceitamos ter falhado ou errado.
O perdão, a si mesmo, condiciona o êxito de todos os outros perdões.

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